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    Justiça


    Moro abre mão de julgar processo da Lava Jato

    As investigações que envolvem o ex-governador do Paraná Beto Richa, citado nas delações premiadas de executivos da Odebrecht, seguem com Moro. O inquérito é mantido em sigilo

    Moro argumentou no despacho que o caso não está relacionado à Petrobras. | Foto: Divulgação

    São Paulo - Na segunda-feira (11), o juiz Sergio Moro abriu mão de conduzir o processo que envolve pagamentos de propina feitos pelo Grupo Triunfo, incluindo a concessionária Econorte, e intermediados pelos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. Os valores teriam beneficiado Carlos Nasser, da Casa Civil do governo do Paraná, e o então diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado do Paraná (DER/PR), Nelson Leal Júnior, entre outros.

    Com a decisão de Moro, a ação foi redistribuída para a 23ª Vara Criminal de Curitiba - uma das quatro varas criminais da Justiça Federal em Curitiba. Esta é a primeira vez que o juiz da Lava Jato abre mão de conduzir uma ação que envolve corrupção e pagamento de propinas. Moro argumentou no despacho que o caso não está relacionado à Petrobras, embora tenha vínculo com o departamento de propinas da Odebrecht, e que não haveria grandes dificuldades de compartilhar as provas.

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    Afirmou ainda que está sobrecarregado com as “persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobras e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht”, que tem elevado número de casos e variadas complexidades As defesas haviam apresentado recurso afirmando que a 13ª Vara era incompetente para julgar o caso. Moro afirmou que a Justiça Federal de Curitiba é competente, mas encaminhou para redistribuição entre as outras três Varas Criminais Federais da capital paranaense. A investigação do Grupo Triunfo teve início com a 48ª Fase da Lava Jato, realizada em fevereiro passado, com seis pessoas presas e mandados de busca e apreensão na sede do governo do Paraná.

    As investigações que envolvem o ex-governador do Paraná Beto Richa, citado nas delações premiadas de executivos da Odebrecht, porém, seguem com Moro. O inquérito é mantido em sigilo.

    A investigação do Grupo Triunfo teve início com a 48ª Fase da Lava Jato, realizada em fevereiro, com seis pessoas presas e mandados de busca e apreensão na sede do governo do Paraná.

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