Fonte: OpenWeather

    eleições


    'Lula é nosso único candidato', diz ex-governador da Bahia

    Uma reunião do Partido dos Trabalhadores (PT) ocorreu nesta segunda para discutir estratégias presidenciais para outubro

    A declaração aconteceu um dia depois do desacordo judicial sobre a prisão de Lula | Foto: Divulgação/Andre Dusek/Estadão

    São Paulo - Cotado como um possível plano B do PT para a eleição presidencial de outubro deste ano, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner afirmou, nesta segunda-feira (9) que o partido não tem de buscar um substituto para a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A afirmação ocorre um dia depois do vaivém judicial em torno da prisão do ex-presidente. "Não temos de escalar um substituto. Nosso candidato é um só, é o Lula. Se por acaso houver uma intervenção definitiva, na minha opinião o partido deveria olhar para outros candidatos que estão aí e escolher quem mais se aproxima do nosso programa", disse o ex-governador, que chegou para a reunião da cúpula do PT em São Paulo.

    Leia também: Pesquisa revela crescimento de Bolsonaro no Amazonas

    A reunião ocorre um dia depois de o desembargador Rogério Favreto, plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ter determinado a soltura de Lula. A decisão chegou a ser cassada, no próprio domingo, pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do caso no TRF4 que condenou Lula.

    Favreto, em seguida, voltou a determinar a soltura, mas o presidente desse tribunal, Thompson Flores, manteve a prisão. Uma possível substituição do nome de Lula, no entanto, não será discutida na reunião de hoje, disse Wagner. "Se nós temos uma estratégia, que é a candidatura de Lula, não temos que estar discutindo outro cenário", afirmou.

    "Nós vamos discutir a mobilização, a luta no território jurídico e político", acrescentou.

    Leia mais

    Presidente do Tribunal da Lava Jato mantém Lula preso

    Advogados pedem prisão de Moro e de delegado da PF no Paraná

    Decisão de soltar Lula provoca impasse jurídico