Fonte: OpenWeather

    Crowdfunding


    Pré-candidatos podem fazer ‘vaquinha’ virtual a partir desta terça

    Com a proibição do financiamento empresarial, as chamadas vaquinhas virtuais são uma alternativa para pré-candidatos que desejam custear suas campanhas. A iniciativa é vista como uma forma de aumentar a participação popular e desestimular o uso do caixa dois

    Também chamada de “vaquinha virtual” ou “crowdfunding”, a iniciativa é uma opção para aqueles que desejam custear suas campanhas.
    Também chamada de “vaquinha virtual” ou “crowdfunding”, a iniciativa é uma opção para aqueles que desejam custear suas campanhas. | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - A apenas três meses do início oficial da campanha eleitoral, pré-candidatos podem começar o processo de financiamento coletivo online, a partir desta terça-feira (15). Também chamada de “vaquinha virtual” ou “crowdfunding”, a iniciativa é uma opção para aqueles que desejam custear suas campanhas.

    Autorizada pela minirreforma eleitoral, é a primeira vez que esse tipo de arrecadação será utilizado nas eleições brasileiras. Feito por meio de empresas especializadas e regulamentadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos a qualquer cargo em disputa podem arrecadar na internet até o dia 15 de agosto, quando se inicia a campanha eleitoral.

    Habituado a receber doações para custear campanhas, o deputado estadual José Ricardo (PT) deve repetir a fórmula nas eleições deste ano e adotará a vaquinha. “Geralmente recebo doações de militantes, amigos, familiares e pessoas que se identificam com a candidatura. Este ano não será diferente e devo utilizar o método”, afirmou.

    Mesmo com a possibilidade, a captação de recursos através do crowdfunding ainda não está definido por alguns pré-candidatos. Isso porque algumas legendas aguardam o fundo partidário. É o caso da deputada estadual Alessandra Campelo (MDB), que deve disputar a reeleição. A parlamentar afirma que decidirá sobre a utilização do recurso junto ao partido, mas que não pretende fazer uma campanha cara.

    “Espero contar muito com o fundo partidário. Só pretendo fazer uso desse recurso se for estritamente necessário”, disse.

    O vereador Elias Emanuel também deve aguardar um posicionamento do seu partido, o PSDB, sobre o cargo que irá disputar e se fará uso de doações. “Estou analisando e devo decidir até o desenrolar dos fatos. Oficialmente, ainda não sou candidato e nem houve uma deliberação oficial do partido”, informou.

    Leia também: Aleam assina termo de cooperação com a câmara de Presidente Figueiredo

    Pré-candidata a deputada estadual do Partido Republicano (PR), a vereadora Joana D’Arc vê a vaquinha virtual como uma forma de estimular a participação do eleitor por meio da doação da quantia que quiser, além de frear o uso do caixa dois. “Penso que essa é uma iniciativa positiva. Esse tipo de recurso é utilizado por mim na causa animal, em que sou atuante. Abriria sem problemas essa possibilidade na minha campanha”, afirmou.

    Apesar de não ter definido se fará uso, a iniciativa também é vista com bons olhos pelo deputado Platiny Soares (PSB). “Ainda não temos definida uma utilização desse mecanismo, porém apoio toda iniciativa que venha a contribuir com o processo democrático. Vivemos numa democracia onde uma das formas de manifestação popular se dá através do voto”, declarou.

    Ajuda nivela condições dos partidos

    Mesmo favorável à iniciativa, o deputado estadual e pré-candidato ao senado, Luiz Castro (Rede), diz que é preciso compreender que os brasileiros não são tão motivados a investir em políticos e partidos, principalmente após os recentes episódios de corrupção, e que é importante distinguir que partidos grandes como PT, PSDB e MDB estarão “nadando em dinheiro” enquanto partidos pequenos estarão com fundo eleitoral mínimo, necessitando das doações.

    Ele afirma, também, que a Rede fará uso desse artifício e pretende convidar os eleitores a doarem através do diálogo. “Espero que a sociedade compreenda e compense a desigualdade que há entre os partidos não só fazendo doações, mas na hora do voto em outubro”, concluiu.

    As doações de pessoas físicas são limitadas a 10% do valor de seus rendimentos brutos declarados no ano anterior. Além disso, o eleitor não pode doar aos sites mais de R$1.064 por dia. As doações ficarão retidas até que o político tenha sua candidatura aprovada; só então o valor será repassado a ele. Os sites devem publicar uma lista atualizada com o nome dos doadores e as respectivas quantias doadas.

    Leia mais:

    Aleam aprova reajuste salarial de servidores da saúde

    Manaus sanciona lei para cuidados contra depressão infanto-juvenil

    Cercado por autoridades, Maia apresenta propostas para manauaras