Fonte: OpenWeather

    Eleições no Amazonas


    Sabá deve reeditar nova 'saia justa': quem o PR vai apoiar?

    Deputado Sabá Reis que rejeitou orientação do PR ano passado, pode novamente se opor à legenda, já que a sigla dele ensaia aliança com Omar Aziz

    | Foto: Thiago Botelho

    Manaus - Em meio às primeiras articulações para composição de alianças, para o pleito de 2018, o deputado estadual Sabá Reis (PR) caminha, novamente, para uma “saia justa” eleitoral, a exemplo do que ocorreu no ano passado. Isso porque, nos bastidores políticos, comenta-se que Partido Republicano, que ele integra, está finalizando apoio com PSD, PSDB, PRB, DEM e PHS.

    Enquanto que Sabá, amigo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), David Almeida (PSB), tem se portado na tribuna da casa Legislativa, como defensor atuante do pré-candidato declarado ao governo.

    Leia também: Arthur Neto vai a Brasília e alinha financiamento para obras em Manaus

    Omar e Arthur Bisneto

    Neste arco de aliança que começa a se desenhar, para enfrentar David e, possivelmente o governador Amazonino Mendes (PDT), o senador Omar Aziz (PSB) é apontado como candidato majoritário ao governo e Arthur Bisneto (PSDB), titular da Casa Civil Municipal ocuparia o cargo de vice-governador, na chapa.

    À época da campanha eleitoral para a eleição suplementar do ano passado, que elegeu Amazonino Mendes (PDT) como governador do Estado, o PR marchou ao lado do pedetista, enquanto Sabá “bateu o pé” e fez divulgação para a candidatura de David Almeida (PSB) e Rebecca Garcia (PP). Mas, até o momento ele limita-se a dar mais informações sobre estas “costuras”, e designa ao deputado federal e presidente estadual do PR, Alfredo Nascimento (PR), a responsabilidade de anunciar as primeiras decisões do partido. “Ainda não sabemos nem, ao menos, quem serão os candidatos”, disse Sabá, ao se esquivar do assunto.

    Suplente de Alfredo deve ser Jônatas Câmara

    No elo, com estes cinco partidos vislumbra-se ainda, que o suplente de Alfredo para o senado, é o pastor da Igreja Assembleia de Deus do Amazonas (IADAM), Jonatas Câmara. Caso o acordo se formalize, a chapa de Omar vai contar com a força total do voto evangélico, já que o PRB, legenda nacional da Igreja Universal é representado no Estado, pelo deputado federal Silas Câmara (PRB) e o PHS, pelos fies da Igreja da Restauração. Sobre o assunto, Sabá ironiza. “Pela proximidade que o Silas tem com Deus, ele já deve estar antevendo a decisão do nosso partido”, disse.

    Articulação de David

    Se por um lado, há uma possível formação da chapa encabeçada de Omar, por outro, David segue acumulando diálogos com as siglas, com as esquerdas Psol, Rede e PT. Ontem, ele recebeu na sala da presidência da Aleam, o secretário geral do Partido dos Trabalhadores, Romênio Pereira, para uma pauta particular, mas falou sobre o cenário político à imprensa. Estavam presentes na reunião, os parlamentares José Ricardo Lula e Sinésio Campos, ambos do PT, do deputado Serafim Corrêa, presidente de honra do PSB e o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Amazonas (CUT-AM), Valdemir Santana.

    Segundo o presidente regional do PT, Sinésio Campos, já foi dado um "start na busca por alianças" e as conversas irão se estender. “O start foi dado e agora vamos ouvir todas as forças políticas do arco de aliança, aprovado pelo 6º congresso nacional do partido, até que a decisão seja tomada”, disse. Serafim Corrêa disse que o diálogo com o representante do PT nacional foi aberto. "O Romênio Pereira é muito habilidoso na política.

    A conversa foi muito boa, claro que o PT como o PSB tem suas direções nacionais e as eleições serão casadas com as eleições presidenciais e essas conversas vão prosseguir com toda serenidade e equilíbrio. Nós buscamos essa aliança, mas temos que entender e respeitar que cada partido tem seu próprio tempo”, finalizou Serafim.

    Em Tempo

    Na primeira sessão da semana, realizada ontem, Sabá Reis, aproveitou a oportunidade para mostrar da tribuna, uma matéria especial de página dupla, do caderno de Política do jornal EM TEMPO, publicada no último domingo (13), em que foram elencadas dez polêmicas do governo de sete meses do governador Amazonino Mendes.

    Na ocasião, foram citados em plenário, o adiantamento da posse do governo; greves da PM e professores; atos da Polícia Civil e da Saúde, a quase unificação a Secretaria do Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplanct) e Secretaria de Fazenda (Sefaz), a contratação do ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolph Giuliani, a intenção de dobrar o salário dos secretários do Estado, a criação do Renda Certa e uma dívida de R$ 10 milhões com a prefeitura.

    Leia mais:

    Deputados devem analisar veto do governo ao projeto da Saúde

    Aleam assina termo de cooperação com a câmara de Presidente Figueiredo

    As polêmicas dos sete meses do governo Amazonino Mendes