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    Política


    Arthur se diz mais preparado para ser prefeito de Manaus

    Experiente na política regional e nacional, o prefeito eleito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, quer fazer a diferença nesse novo desafio administrativo. Aos 67 anos de idade e com um currículo de mandatos, tanto no Legislativo quanto no Executivo, Arthur Neto afirma que se sente mais preparado em administrar a Manaus do século 21 do que há 20 anos, quando foi prefeito da cidade pela primeira vez. Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, ele falou de desafios, de esperanças e do desejo de concretizar os 'sonhos de Manaus'. EM TEMPO – Há 20 anos, o senhor deixava a Prefeitura de Manaus. Duas décadas depois, o senhor está retornando. O que vai fazer de diferente? Arthur Neto - Manaus era outra. Eu era outro, embora na essência o mesmo, do ponto de vista do compromisso, da honradez, mas eu era outro do ponto de vista da experiência. De lá para cá Manaus cresceu, e de forma desordenada, seus problemas se multiplicaram, se agravaram e por outro lado, me sinto mais aparelhado, psicologamente e politicamente para administrar a cidade. Da primeira vez que fui prefeito, não houve transição, havia uma guerra de interventores na prefeitura, antes de eu assumir e, foi aquela guerra que fez com que eu não tivesse recebido nenhum dado. Fui tateando às cegas para ver o que era a prefeitura. Desta vez, nós temos bastante dados. Temos uma visão bem concreta do que é a prefeitura hoje, do que encontraremos, do que teremos que reformar, do que teremos que mudar. EM TEMPO – O senhor tem anunciado um plano de cem dias, quais serão as prioridades nesse período? AN - As pessoas vão sentir um governo muito forte e presente. Pretendo começar a pôr ordem na cidade, a intervir no centro de Manaus. O governador Omar Aziz me cedeu o Palácio Rio Branco, onde funcionava a antiga Assembleia Legislativa do Estado, que estava ocioso. É um prédio muito bonito, perfeito, uma obra de restauro feita pelos secretário Robério Braga. Eu criarei lá um gabinete que vai ser um símbolo. EM TEMPO – Por falar em Centro, hoje é um dos grandes gargalos da prefeitura, principalmente no que diz respeito aos camelôs, inclusive, o atual gestor, Amazonino Mendes, disse recentemente, que os camelôs são um "câncer". Como o senhor vai tratar essa questão? AN - Eu discordo de que o camelô seja um câncer, que é uma doença muita feia. O camelô está ali para sobreviver e, no que depender das minhas possibilidades, eu vou transformá-los em microempreendedores em minishoppings, se possível no próprio Centro. Hoje eles são explorados por agiotas e até mesmo por fiscais municipais inescrupulosos, que quando eu tiver os nomes, vou demiti-los sumariamente. Vou buscar soluções aos camelôs, que sejam vendedores livres e organizados. EM TEMPO – Desde o resultado da eleição que o senhor e o governador estão muito próximos. Podemos dizer que terá uma 'ação conjunta'? AN - Eu espero que evolua para isso, para uma parceria administrativa muito densa. Nós temos um entendimento muito denso, fácil, muito bom e construtivo e precisamos juntar esforços. Eu aprendi a ser muito realista. As emendas de bancadas que sobraram para Manaus (não tenho ideia de quando o governo irá distribuir as emendas, mas imagino que não haverá de se esquecer da cidade de Manaus), mas quero assegurar R$ 52 milhões para Manaus. O ano de 2013 será um ano difícil para a presidente Dilma Rousseff. O Brasil terá um crescimento medíocre, então, não será fácil liberar emendas de bancada. Fala-se em R$ 405 milhões para cá e, no final, não sai nada. Eu com meus R$ 52 milhões, acredito que terei boas chances de liberá-los efetivamente. EM TEMPO – Na última quinta-feira, o senhor anunciou sua equipe de secretários. Muitos têm perfil técnico, mas outros são oriundos da política partidária. Quais foram os critérios de escolha? AN – Foram indicações pedidas por mim. Não estou trabalhando com cotas, partidos, nada disso. Eu preciso de pessoas que tenham capacidade. O meu secretário de Governo, que vai ser o ex-deputado federal Humberto Michiles, por acaso é filiado a um partido. Eu preciso de uma pessoa que mexa eficazmente com papéis, para que não saia nada errado. Então, nós vamos ter um chefe da Casa Civil que saiba mexer eficazmente com papéis, que será o Lourenço Braga. O critério para mim é o da competência. *Leia a entrevista completa na edição de domingo (30) do EM TEMPO