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    Política


    Segurança e crise na PM acendem debate entre candidatos ao governo do AM

    O esperado embate político sobre segurança pública entre José Melo e Eduardo Braga não ocorreu – foto: Raimundo Valentim
    O esperado embate político sobre segurança pública entre José Melo e Eduardo Braga não ocorreu – foto: Raimundo Valentim

    A polêmica em torno da violência em Manaus na crise da Polícia Militar (PM) tomou conta de quase todo o debate entre os cinco principais candidatos ao governo do Amazonas, realizado ontem à noite, por uma emissora de TV local.

    O sorteio de perguntas e respostas não permitiram que os candidatos Eduardo Braga (PMDB) e José Melo (Pros) tivessem um embate, o que era esperado pelos assessores. O debate, que durou pouco mais de uma hora, não foi suficiente para que os candidatos pudessem expor suas propostas aos eleitores.

    O primeiro bloco realizou apenas uma apresentação rápida do perfil dos candidatos. Já o segundo bloco foi de perguntas feitas pela produção. O embate mais forte ficou no terceiro bloco, quando o candidato Chico Preto quase foi às lágrimas, após ter o nome da sua mulher, Silvana Castro, citado por Melo em uma resposta. Silvana sobreviveu a um assalto, no início deste mês, que resultou na morte do sargento da PM José Cláudio Marques, o “Caju”, que a escoltava durante o transporte de dinheiro.

    No terceiro bloco, em que um candidato fez pergunta direta ao adversário definido em sorteio, Chico Preto perguntou a Melo quais providências ele tomaria para resgatar o programa Ronda no Bairro, argumentando que o contrato entre o governo do Estado e a empresa Delta, responsável pelo fornecimento de viaturas policiais, estaria sendo mal executado. Melo respondeu afirmando que Chico Preto, enquanto deputado estadual da base aliada, deu apoiou à implantação do Ronda no Bairro. Na réplica, Chico respondeu.

    “Gostaria de saber em qual cidade o candidato José Melo vive, onde a segurança pública funciona”.  A tréplica de Melo foi enfática: “Sou da mesma cidade onde um candidato usa a própria esposa para sacar dinheiro de campanha”, disse Melo. Chico não devolveu a ofensa, por causa das regras do debate. No final do programa, Chico Preto deixou o local rapidamente e foi às lágrimas, após comentar a fala do adversário. “Na eleição, valem as ideias, as propostas.

    Percebi o desespero do candidato Melo ao banalizar o triste fato em que um amigo meu perdeu a vida. Tempos atrás, Melo chamava minha esposa de ‘sobrinha’. Não vou acioná-lo na Justiça, apenas lamento”, afirmou.

    Durante pequena participação no debate, Eduardo Braga falou sobre segurança pública. O peemedebista afirmou que irá reformular o Ronda no Bairro, além de reforçar ações de combate ao narcotráfico nas fronteiras. “Apenas policiais ficha limpa vão comandar a polícia”, afirmou. Questionado sobre o índice de confiança da população nos políticos, Braga disse que acredita na democracia, que permite a liberdade de expressão.

    O candidato do Psol, Abel Alves, teve uma participação inexpressiva no debate. O candidato que perguntou apenas uma vez ao candidato Eduardo Braga sobre ética e respondeu uma pergunta sobre segurança pública, mas não foi firme em seus posicionamentos.

    Carlos Eduardo Matos (Jornal EM TEMPO)