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    Política


    Marina Silva faz discurso emocionado em São Paulo

    Em encontro com militantes e simpatizantes de sua candidatura, a ex-senadora Marina Silva, que disputa a Presidência da República pelo PSB, fez nesta terça-feira (30) o discurso mais enfático e emocionado de sua campanha. Ao falar de sua origem humilde e negar as acusações de que seja mentirosa ou fundamentalista, Marina levou muitas das pessoas presentes ao evento às lágrimas.

    Segundo Marina, a verdade sobre os fatos um dia aparecerá, como está acontecendo atualmente com as violações de direitos humanos durante a ditadura militar. “Um dia, essa verdade será dita dos que mentiram, dos que caluniaram, passe o tempo que passar. E eu vou continuar fazendo o que me determinei [a fazer]”, disse a candidata.

    Ela também voltou a criticar os adversários, por não terem apresentado ainda seus programas de governo. No encontro com os simpatizantes, no Espaço do Bosque, na zona oeste de São Paulo, Marina gravou programa o horário eleitoral gratuito. Estavam presentes artistas, como o músico Arnaldo Antunes, educadores, economistas, políticos e vários ativistas dos movimentos negro, indígena, gay, estudantil e feminista.

    Em discurso de cerca de 41 minutos, Marina falou brevemente sobre algumas de suas propostas, como o passe livre, a educação em tempo integral, a destinação de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde e a demarcação de terras indígenas. “Vamos continuar, sim, demarcando a terra dos índios”, afirmou a candidata. Ela ressaltou que seu programa pretende “manter e aprofundar as conquistas, ampliar a democracia e assumir o desafio do desenvolvimento sustentável sem ter atitude de complacência com os erros cometidos”.

    Marina prometeu que, se for eleita, garantirá a independência da Polícia Federal (PF) nas investigações. Ela explicou que a PF é órgão de Estado, e não de governo e que, quando investiga, "é o Estado brasileiro que está investigando". A candidata enfatizou que quer ver um Estado que funcione, um Tribunal de Contas que funcione, um Ministério Público que possa investigar o interesse da sociedade e uma Polícia Federal que possa fazer, sim, sua investigação com independência. É a única forma de salvarmos a nós mesmos.”

    Após o evento, estava prevista uma entrevista coletiva da candidata, que, por estar rouca, foi substituída por um dos coordenadores da campanha, o ex-deputado Walter Feldman. Ele informou aos jornalistas que a coligação de Marina entraria ainda hoje com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo apuração e investigação sobre a queda no site da campanha no último dia 12.

    Por Agência Brasil