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    Política


    José Melo e Eduardo Braga declararam R$ 57 milhões gastos na campanha

    Em 13 estados e no Distrito Federal haverá segundo turno na disputa para o cargo de governador – fotos: divulgação
    Candidatos deixaram para entregar prestações de contas da campanha na reta final – fotos: divulgação

    A campanha para a corrida ao governo do Estado dos candidatos José Melo (Pros), que conseguiu a reeleição, e o senador Eduardo Braga (PMDB), derrotado por 44% contra 55% dos votos válidos somaram mais de R$ 57 milhões de arrecadação, segundo apresentação da prestação de contas enviadas ontem (25) à Justiça Eleitoral e divulgadas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador Eduardo Braga teve um total de R$ 28 milhões e 52 mil, contra R$ 29 milhões e 236 mil de José Melo em gastos financeiros e estimáveis.

    O secretário-geral do PMDB, Miguel Capobiango informou que a campanha teve ainda uma sobra de R$ 820, as quais foram doadas ao partido. Segundo ele, não houve dificuldade para a entrega da prestação de contas do senador, nem dívidas pendentes. “Foi bem ágil, entregamos a prestação e não houve nenhum problema, do total arrecadado, ainda houve uma sobre que foi doada ao PMDB”, destacou.

    Melo, no entanto, fechou a campanha com R$ 29 milhões e R$ 300 mil em gastos financeiros e estimáveis. Segundo o advogado da coligação Fazendo Mais por Nossa Gente, Yuri Dantas também não houve dívidas e sim sobras, as quais serão doadas ao Pros. “A prestação de contas foi realizada na maior tranquilidade. Não há dívidas pendentes e sim, uma sobra, que no momento, não sei informar o valor, apenas que por ser assegurado em lei, irá para o fundo partidário”, explicou.

    Entre os maiores doadores da campanha de Melo estão: o Bradesco Vida e Previdência S.A; Ability Comunicação Integrada Ltda; Oziel Mussafa dos Santos & CIA Ltda e a representante da Coca Cola no Amazonas, Recofarma Indústria do Amazonas Ltda. Já para a campanha de Braga, os maiores contribuintes foram: a direção nacional do partido; construtora Norberto Odebrecht S.A; a representante da Coca Cola no Amazonas, Recofarma Indústria do Amazonas Ltda; Arosuco Aromas e Sucos Ltda; Banco BTG Pactual S.A e J.G Rodrigues & CIA Ltda.

    Prazo final

    Nesta terça-feira (25) foi o prazo final para que os candidatos, partidos políticos e comitês financeiros apresentassem a prestação de contas referente ao segundo turno das eleições 2014. De acordo com a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997, art. 29, IV) todos os candidatos que participaram do segundo turno das eleições, realizado no dia 26 de outubro, devem prestar contas à Justiça Eleitoral até 30 dias após o pleito. Aqueles que participaram apenas do primeiro turno tiveram até o dia 4 de novembro para apresentar as contas, que estão disponíveis na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet.

    O TSE alerta que o candidato que não prestar contas, por exemplo, não poderá ser diplomado, pois fica impedido de obter certidão de quitação eleitoral. Já o partido que deixou de apresentar suas contas poderá perder o direito ao recebimento da quota do Fundo Partidário do ano seguinte ao trânsito em julgado da decisão.

    No caso de a Justiça Eleitoral desaprovar as contas, uma cópia do processo será encaminhada ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que poderá pedir abertura de investigação judicial para apurar o uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou de autoridade.

    Maiores doadores da campanha:

    Tabela

    Por Moara Cabral (Jornal EM TEMPO)

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