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    Política


    Omar Aziz faz balanço do seu governo em 2012

    O governador Omar Aziz chega ao final do ano de 2012 festejando os altos índices de aceitação de seu governo, que chegam a 71% de aceitação, de acordo com levantamento do Instituto UP – Unidade de Pesquisa, divulgado pela Rádio CBN. "A avaliação do governo de Omar está entre as três melhores do país", diz o instituto. "Meu governo é bem avaliado e eu sou bem avaliado pessoalmente. Meu governo não tem rejeição. As pessoas não têm muita queixa de mim. Até porque eu não faço mal a ninguém, não persigo ninguém e tento governar para todos" avaliou o governador durante visita ao EM TEMPO. Nesta entrevista, Omar faz uma análise do que foi o ano de 2012 para a administração estadual, garante que será o governador que mais construirá casas para o povo – de 25 mil a 30 mil até o final de seu mandato –, avalia ganhos e perdas políticas, revela em que pé estão as obras para a Copa do Mundo e conta como está vencendo a guerra contra a criminalidade, por meio do 'Ronda no Bairro', o ousado programa que custa R$ 1 bilhão aos cofres públicos e significa, para o governador, 'vencer uma batalha por dia'. Leia a entrevista*: EM TEMPO ― Que balanço o senhor faz sobre o ano de 2012. Foi um ano bom para o Amazonas? Omar Aziz ― Tivemos um problema sério em um setor importante da nossa economia, que é o polo de duas rodas. Se você for analisar hoje, a Zona Franca de Manaus está baseada em dois setores: televisores e polo de duas rodas. Talvez agora com esse compromisso que a presidente Dilma assumiu, de nos dar um diferencial em relação a outros Estados possamos ter uma competitividade também em um setor importante que é o de informática. Podemos citar outros embates dos quais saímos vitoriosos, inclusive na guerra dos portos, e do comércio eletrônico que a partir do ano que vem passa a receber um comércio que está muito forte e que não é visto diariamente, que é a compra pela internet. EM TEMPO ― Em quanto cresceu a economia do Estado. Omar Aziz ― Com o PIB crescendo 1% já foi um milagre a gente ter aqui um crescimento da ordem de 14% a 15%. Só que o custeio do Estado foi muito alto. Eu saio de 2010, onde se pagava pouco mais de R$ 250 milhões da dívida, para R$ 800 milhões, que é o quanto estou pagando em 2012. Eu tiro quase R$ 600 milhões do investimento para pagar a dívida. E isso não tem como você repor e, consequentemente, o custeio do Estado aumenta. Para se ter uma ideia, quando começamos, em fevereiro, a implantar o Ronda no Bairro, nós gastávamos R$ 600 milhões/ano na segurança pública. Este ano vamos ultrapassar R$ 1 bilhão. Então, está provado que para fazer um investimento sério na segurança você tem que colocar dinheiro, gastar bastante. EM TEMPO ― Qual é a arrecadação do Estado hoje? Omar Aziz ― Em ICMS R$ 6 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões ficam para o Estado, já que 50% é do Estado e 50% é distribuído entre os municípios. No total, em 2012, o orçamento do Estado foi R$ 11 bilhões. Omar falou sobre economia, segurança e o cenário político em 2012 - foto: Diego Janatã EM TEMPO ― Houve um momento em que toda semana tinha alguém assassinado em Manaus, todo dia tinha uma casa invadida por assaltantes. Isso parece que se arrefeceu um pouco. O senhor acha que está vencendo essa guerra? Omar Aziz ― Não é uma guerra. Veja bem, é todo dia uma batalha. Você não tem uma guerra, tem uma batalha diária. Essa guerra está longe de chegar ao fim. Você trava uma batalha no combate ao consumo excessivo de drogas da juventude. Isto é uma batalha diária.. A das drogas nós temos que vencer diariamente, a da prostituição que cresce assustadoramente. Então, além de fazer esse investimento pesado na segurança, um investimento progressivo porque não estanca nunca, você tem que trabalhar também nas ações sociais. Temos que ampliar e reforçar mais o Galera Nota 10, e já estamos com um pouco mais de 100 mil jovens no Jovem Cidadão. EM TEMPO ― E a mobilidade urbana, como resolver? Omar Aziz ― Bom, quanto à mobilidade urbana nós conseguimos retirar o monotrilho e o BRT da lei de responsabilidade da Copa. Então, nós estamos entrando no PAC. Em relação ao monotrilho, para você ter uma ideia nós estamos devendo quase R$ 2 milhões para uma empresa porque ela já está fazendo sondagens. É que uma série de coisas já vem sendo feita na cidade de Manaus e, aparentemente, as pessoas nem sabem que é o monotrilho. EM TEMPO – Governador, como é que foi o ano político? O senhor lançou uma candidata, perdeu a eleição e seu partido foi o grande vitorioso no interior. Qual a avaliação política de 2013? Omar Aziz ― Politicamente não foi um ano bom, afinal, o PSD fez 40% dos prefeitos no interior na primeira eleição disputada. Isto sem eu ir lá, porque eu tinha compromissos. Vários partidos que são aliados estavam disputando as eleições. Vários candidatos são meus amigos pessoais, então por uma questão de respeito àqueles que me ajudaram a ser governador eu não quis interferir. Essa foi uma decisão que eu tomei. Não é porque a pessoa não está no meu partido que vai deixar de ser meu amigo. A questão partidária, para mim, fica sempre em segundo plano. EM TEMPO ― Administrativamente, o que esperar de 2013? Omar Aziz ― Será um ano que nos possibilitará fazer grandes obras. Só na cidade de Manaus teremos a continuação da avenida das Torres, que já iniciamos, a urbanização da Arthur Bernardes, no São Jorge, onde serão 1,5 mil apartamentos que, inclusive, já estão licitados. Falta apenas fazer a limpeza, a terraplenagem para começar os apartamentos. Só na área rural dos municípios já entregamos 5 mil casas. Chego no final do meu governo sendo o governador que mais tirou famílias dos igarapés. Também serei o governador, e aí não vai aqui nenhuma crítica, que mais casas irá construir para o povo amazonense. *Leia a entrevista completa na edição de domingo (30) do jornal EM TEMPO
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