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    Política


    Protesto durante comemoração por fim da 2ª Guerra esvazia sem Dilma

    Sem a presença de Dilma Rousseff, um protesto contra a presidente previsto para acontecer durante cerimônia em comemoração aos 70 anos do fim da 2ª Guerra Mundial ficou praticamente vazio.

    Apenas autoridades militares estavam presentes no palanque para lembrar o chamado "Dia da Vitória", comemorado nesta sexta-feira (8) no monumento dos Pracinhas, no centro do Rio. O ministro da Defesa, Jacques Wagner, também não compareceu.
    A cerca de 100 metros dali, um pequeno grupo reunia apenas 12 manifestantes, com faixas pedindo a saída da presidente.

    "Dilma, fala a verdade pro Congresso", via-se em uma faixa. Vestido do personagem Batman, o protético Eron Melo segurava um cartaz: "Dilma fugiu do povo de novo! Arregou", numa referência à decisão da presidente de não comparecer à comemoração.
    O risco de ser exposta a uma grande manifestação levou os serviços de inteligência do governo a desaconselharem a ida da presidente e do ministro da Defesa ao Rio. Era esperada uma ação de militares da reserva. O anúncio de que Dilma não estaria presente ao evento, ainda na quinta (7), ajudou a esvaziar o protesto.

    Um dos motivos de evitar a exposição da presidente foi o fato de não havia como evitar a proximidade com os manifestantes. O monumento aos heróis da 2ª Guerra fica em uma praça em trecho do Aterro do Flamengo, próximo à principal pista que liga a zona sul ao centro do Rio pela orla carioca.

    O ministro do Trabalho, Manoel Dias, representou o governo federal. O tenente-brigadeiro do ar, Nivaldo Luís Rosseto, representou do Ministério da Defesa no evento, que ainda contou com os comandantes das Forças militares. Todos ouviram as mensagens enviadas para a comemoração por Dilma e pelo ministro Jacques Wagner.

    Em seu texto, a presidente elogiou os pracinhas e falou da importância na participação dos militares em missões de paz pelo mundo. Não houve qualquer menção à crise política ou possíveis investimentos nas Forças Armadas, uma ânsia dos oficiais.

    Já na mensagem do ministro Wagner houve um relato sobre a importância das Forças Armadas em diferentes fases da história brasileira. Não foi feito nenhum comentário sobre o período da ditadura militar (1964-1985).

    Por Folhapress

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