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    Política


    Neste momento o Brasil precisa muito do poder judiciário, diz Cármen Lúcia

    Vice-presidente do STF, ministra avalia a crise brasileira garantindo que o país tem jeito e isso passa pela Justiça - foto: divulgação
    Vice-presidente do STF, ministra avalia a crise brasileira garantindo que o país tem jeito e isso passa pela Justiça - foto: divulgação

    O Brasil tem jeito, toda crise tem solução. Porque tudo que o homem faz , ele desfaz”. Com essa dose de otimismo, a ministra Cármen Lúcia, vice presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou o ciclo de palestras, na tarde desta sexta-feira, no 15º Encontro do Conselho dos Tribunais de Justiça, que está sendo realizado no Rio de Janeiro.

    Com muito bom humor e contando passagens de seu dia a dia, a ministra disse que não se surpreende quando alguém lhe pergunta se não o incomoda quando sabe que os jovens não estão satisfeitos com a justiça.

    — Eu respondo que isso não me incomoda, porque eu também não estou satisfeita com a Justiça. Como pode alguém está satisfeito com uma justiça que tem 100 milhões de processos. Nem os jovens e nem os velhos estão satisfeitos – deduziu Cármen Lúcia.

    Admitindo que o Poder Judiciário também tem a sua parcela de culpa na crise porque passa o país, a vice-presidente STF disse que mesmo assim, falando com muita má vontade da Justiça, a população ainda confia na instituição. Prova disso é o número de processos tramitando. “Agora imagine se não acreditasse”.

    Para Cármen Lúcia, o que estamos vivendo no Brasil é uma situação mundial. E não é só crise institucional, econômica ou política, é também uma crise de intolerância.

    — Estamos em estado de guerra se ter guerra. O nível de intolerância, crueldade e perversidade de um ser humano para outro é algo inconcebível – disse a ministra, citando as pessoas que estão sendo degoladas na frete de vídeos, pelo estado islâmico, gente querendo tocar fogo no fórum ou se manifestando contra tudo de forma radical.

    — A crise é da sociedade. Certo dia vi um manifestante com uma placa “ abaixo tudo”. Não tido um milímetro da razão do cidadão. O estado promete, promete e não cumpre. Mas precisamos saber o que não estamos querendo. A minha geração fez manifestações, mas sabia o que queria. Reivindicamos as Diretas Já, anistia ampla, geral, irrestrita e uma nova Constituinte – observou a ministra.

    Em as análise, Cármen Lúcia acredita que a crise chegou dentro dos gabinetes do Brasil, mas a insatisfação não é contra as instituições, mas sim contra as pessoas que estão por trás das instituições.

    — E isso inclui o Poder Judiciário. Nós somos responsáveis também, e esse Colégio de Presidentes tem um papel determinante saindo como um consenso daqui do que deve ser mudado. Porque o poder Judiciário é um só, o juiz é um só. E o bom juiz quando abre a boca, a justiça fala – disse Cármen Lúcia, advertindo que “ neste momento, particularmente, o Brasil precisa muito do Poder Judiciário”.

    Com informações da assessoria de comunicação

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