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    Política


    Adesão às redes sociais gera novo modelo de atuação política

    Os políticos veem as mídias sociais como mecanismo para conquistar novos públicos – arte: Reprodução
     
     
     
    Com o fortalecimento das redes sociais e o aumento vertiginoso do número de internautas, sites de relacionamento e serviços de vídeo, como o YouTube e o Vimeo, os políticos de Manaus passaram a ter nas mídias sociais um aliado ‘de peso’ na propaganda de suas ideias.
    De acordo com dados do Instituto Ibope Nielsen Online, divulgados no fim do ano passado, o Brasil registrou 46,3 milhões de usuários ativos em casa ou no trabalho, ficando em terceiro lugar numa escala mundial em nível de acessos por hora.
    Essa constatação não ‘passou batida’ pelos políticos de Manaus, que adotaram as redes sociais como a melhor estratégia para alcançar os seus públicos representativos sem precisar de muito esforço.
    Entre os que já aderiram ao novo patamar de alcance midiático, o vereador Carlos Alberto (PRB) é um exemplo desse novo modelo de agente político ao montar para si uma página oficial no Facebook destinada a receber denúncias, críticas e sugestões sobre seu trabalho nas seis zonas geográfica de Manaus.
    Além de um desenvolvedor que irá manter diariamente a página atualizada, as equipes auxiliares do vereador deverão interagir com os moradores e recolhendo as informações, que serão catalogadas e apresentadas ao político, dependendo do grau de necessidade.
    “Todas as equipes estão orientadas para dar uma resposta online. Dependendo da reivindicação, ela será agendada para ser conferida de perto pelo vereador. Não iremos resolver os problemas da cidade, mas buscaremos soluções junto às secretarias municipais”, explicou Carlos Alberto por meio de sua assessoria.
    Já o deputado Marcelo Ramos (PSB) diz que não ‘abre mão’ do contato direto e do caráter intimista que as redes sociais produzem com o cidadão. Dono de quatro contas no Facebook, das quais uma fan Page oficial, um Twitter e um site pessoal, ele disse que seu diferencial é a espontaneidade em todas vertentes, do caráter familiar ao profissional.
    Ramos se afirma uma pessoa consciente de que as redes sociais são via de mão dupla e que, se não forem bem trabalhadas, acabam desarticulando qualquer estratégia política de aproximação com os internautas.
    “Sou um político que procura mecanismos para ampliar o diálogo com as pessoas. A internet, sem dúvida, mudou o perfil dos agentes políticos. O problema é que ainda existem poucas pessoas dispostas a se expor na rede mundial, com medo das cobranças e críticas que porventura venham a receber”, afirmou.
     
    Para o professor de marketing João Jinks Teófilo, o uso político das redes sociais realmente parte do pressuposto da criação de um relacionamento mais próximo entre o candidato e seu eleitorado.
    Segundo o especialista, essa a ideia das mídias sociais, criar um canal rápido, fácil e barato para que um político em qualquer instância possa dialogar com os seus eleitores e vice-versa.
    “O uso da rede social só faz sentido se houver plena consciência por parte do parlamentar e sua equipe, que questionamentos nesse canal precisam ser respondidos, ou seja, é vital que haja interação entre as duas partes. O cidadão comum atualmente exige uma resposta para seus questionamentos e o silêncio por parte do político é um sinal imediato de desrespeito, o que pode jogar por ‘água abaixo’ todo o trabalho de marketing político nas mídias sociais”, explicou.
    Teófilo disse ainda que as interações com os eleitores através das redes sociais são uma fonte inesgotável de sugestões e novos pontos de vista que retroalimentam a atuação dos agentes políticos.
    “O marketing político nas redes sociais realmente funciona como um verdadeiro termômetro da atuação de qualquer pessoa, por isso precisa ser bem trabalhado. A partir dele, é possível se obter o melhor feedback que alguém poderia conseguir”, finalizou.
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