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    Política


    PSDB apresenta a Renan sugestão de pautas para votações em 2016

    Segundo o presidente do PSDB, o partido quer colaborar para que o país supere a crise e está disposto a discutir pautas que sejam de interesse nacional- foto: divulgação/ABr
    Segundo o presidente do PSDB, o partido quer colaborar para que o país supere a crise e está disposto a discutir pautas que sejam de interesse nacional- foto: divulgação/ABr

    Os senadores do PSDB se reuniram nesta terça-feira (16) à tarde com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para apresentar a sugestão de pauta prioritária do partido para  as votações de 2016. O partido foi o primeiro a fazer a reunião, que também acontecerá entre Renan e as outras legendas, após acordo firmado em reunião de líderes hoje pela manhã.

    De acordo com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), as pautas apresentadas pelos tucanos incluem desde matérias relacionadas à área de saúde até questões econômicas, como a aprovação do projeto do senador José Serra (PSDB-SP),  que prevê o fim da participação obrigatória da Petrobras na exploração do pré-sal.

    Também está na pauta do maior partido de oposição a aprovação da proposta do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE),  criação de uma lei para aumentar a transparência e a responsabilidade na gestão das empresas estatais; assim como um projeto semelhante que prevê regras para a gestão dos fundos de pensão; e ainda um outro projeto para estabelecer que o reajuste do Programa Bolsa Família seja feito anualmente,  de acordo com a inflação. “É uma forma de garantir minimamente o poder aquisitivo desses dependentes do Programa Bolsa Família”, disse Aécio.

    Segundo o presidente do PSDB, o partido quer colaborar para que o país supere a crise e está disposto a discutir pautas que sejam de interesse nacional. No entanto, Aécio Neves deixou claro que assuntos polêmicos, como a reforma da previdência, que vem sendo anunciado pelo governo, só serão discutidos pela oposição quando o projeto for apresentado e tiver apoio da própria base do governo.

    “Quero reiterar mais uma vez: as propostas de reforma sempre anunciadas e jamais apresentadas pelo governo, em especial a da Previdência, só serão discutidas pela oposição quando elas chegarem aqui apresentadas pelo governo, com o apoio da sua base parlamentar, em especial do PT. Porque o que nos parece é que o governo da presidente Dilma tem apenas uma proposta para o Brasil, que é a CPMF”, afirmou.

    Ao sair da reunião, Renan Calheiros elogiou a iniciativa tucana e disse que levará as sugestões para a presidenta Dilma Rousseff, com quem se reunirá hoje à noite. “São propostas qualitativas, de interesse do Brasil e que são, na sua maioria, pautáveis. Eu vou conversar com a presidente porque, como todos sabem, há um esforço no sentido de que a gente possa agilizar a tramitação dessas matérias que interessam muito mais ao país do que a qualquer governo”, afirmou.

    Apesar de Renan tentar reunir  pautas formuladas pelos partidos nas quais haja acordo para votação – mesmo que não exista consenso sobre o mérito dos projetos –, as discordâncias entre PT e PSDB não devem ser facilmente superadas. Em entrevista quase simultânea à do presidente tucano, o senador petista Lindbergh Farias (PT-RJ) se antecipava e dizia que seu partido não vê a maior parte das pautas apresentadas por Aécio Neves com bons olhos.

    “Tem um conjunto de pautas aqui que nos preocupa muito”, afirmou o senador petista. “Primeiro essa do pré-sal, que é o mesmo que entregar o nosso petróleo a preço de banana para a iniciativa privada. Depois, a do Banco Central independente [que foi defendida por Renan Calheiros em seu discurso de abertura do ano legislativo] – do jeito que está proposto, o presidente da República eleito não poderá escolher o presidente do Banco Central – e o projeto da Lei de Responsabilidade das Estatais. Nós não somos contra esse projeto, mas tem pontos nele que precisam ser melhor discutidos”, anunciou Lindbergh.

    Por Agência Brasil