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    Política


    PRB diz que George Hilton já fez carta de demissão do ministério do Esporte

    Hilton ocupava a função desde o início de 2015, sucedendo Aldo Rebelo (PC do B). - Foto: Divulgação
    Hilton ocupava a função desde o início de 2015, sucedendo Aldo Rebelo (PC do B). - Foto: Divulgação

    O PRB confirmou na noite desta sexta-feira (18) que George Hilton deixa o cargo de ministro do Esporte, informação antecipada pela Folha na quarta-feira (16). Nota assinada pelo presidente nacional do partido, Marcos Pereira, afirmou que Hilton se reuniu com a presidente Dilma Rousseff na noite desta quinta-feira (17) para entregar o cargo.

    "Hilton já elaborou a carta de demissão e, embora tenha recebido apelos para permanecer na função, especialmente em virtude da realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, aguarda apenas a confirmação do novo ministro para efetivar a transmissão do cargo, que é um ato protocolar de Estado. A decisão do PRB de deixar a base de apoio do governo federal está tomada", disse o comunicado.

    A assessoria de imprensa do ministério afirmou que, até a noite desta sexta, Hilton trabalhava normalmente.Hilton ocupava a função desde o início de 2015, sucedendo Aldo Rebelo (PC do B).

    No dia 11 de março, Pereira assinou artigo na Folha de S.Paulo em que declarou apoiar o impeachment de Dilma. Foi o primeiro passo da saída do partido da base governista. Hilton defendeu publicamente Dilma, afirmando que Pereira se esquecera de conquistas que o PT teve nos anos de governo.

    A presidente recebeu bem a defesa, e Hilton imaginava ser mantido no cargo. Além da defesa pública, pesou a favor o fato de os Jogos Olímpicos do Rio estarem próximos e uma mudança poderia afetar a organização.

    A Folha de S.Paulo apurou que o petista Edinho Silva, que chefia a Secretaria de Comunicação Social, é o preferido de Dilma para ocupar o cargo.

    Críticas 

    Assim que foi apontado para suceder Aldo Rebelo, Hilton foi alvo de críticas por não ter ligação com o esporte.

    Em dezembro de 2014, quando anunciada sua indicação, a ONG Atletas pelo Brasil, capitaneada pelos ex-atletas Raí e Ana Moser, divulgou carta de repúdio à nomeação. A entidade afirmou que Dilma perdia uma grande chance de melhorar a gestão do esporte no país.

    Hilton adotou uma conduta conciliadora, reunindo-se com dirigentes de federações, atletas e manteve parte da base do antecessor, principalmente em cargos técnicos.

    Em sua gestão, foi aprovado o Profut, a lei de responsabilidade fiscal do futebol, e prorrogada até 2022 a lei de incentivo ao esporte, que permite a empresas deduzirem impostos em troca de investimento na área.

    Por Folhapress