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    Política


    Sem acordo sobre dívidas, Temer adia encontro com governadores

    A ideia inicial era realizar um encontro para anunciar uma alternativa que diminuísse as dívidas bilionárias de Estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro - foto: divulgação
    A ideia inicial era realizar um encontro para anunciar uma alternativa que diminuísse as dívidas bilionárias de Estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro - foto: divulgação

    Sem acordo sobre as dívidas estaduais, o presidente interino, Michel Temer, adiou reunião programada para quinta-feira (9) com os governadores do país.

    A ideia inicial era realizar um encontro para anunciar uma alternativa que diminuísse as dívidas bilionárias de Estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, que têm encontrado dificuldades em quitar até mesmo a folha de pagamento do funcionalismo público.

    Nesta quarta-feira (8), em encontro com o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, o peemedebista disse que pretende ter uma definição na semana que vem e que o tema ainda está sob análise do ministro Henrique Meirelles (Fazenda).

    Com a indefinição, a proposta é que o encontro também fique para a próxima semana. Nesta quinta-feira (9), o peemedebista deve se reunir apenas com os governadores de Tocantins, Marcelo Miranda, e Pará, Simão Jatene.

    No encontro, o governador gaúcho defendeu um tratamento diferenciado das dívidas estaduais, respeitando a realidade e a urgência de cada Estado.

    "Não dá para fazer tudo separado, somos uma federação. Me coloco ao lado de todos os outros Estados. Mas há situações totalmente diferenciadas e alguns Estados tem que ter tratamento diferenciado, não para ter privilégios", afirmou Satori.

    O governador disse ainda acreditar que o presidente interino chegue a uma solução negociada e explicou que propôs um pedido de carência de dois anos para o pagamento da dívida.

    Ele defendeu ainda projeto na Câmara dos Deputados que altera o indexador das dívidas estaduais de IGP-M mais 6% para IPCA mais 4%. Ele pregou também que a alteração seja retroativo, revendo todo o passivo da dívida.

    Por Folhapress

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