Fonte: OpenWeather

    Política


    Dilma não irá a interrogatório na comissão do impeachment

    A presidente afastada, Dilma Rousseff, decidiu não ir à comissão especial do impeachment nesta quarta-feira (6) em sessão que estava marcada para o seu interrogatório. O advogado dela, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a substituirá, mas não poderá responder a nenhuma pergunta feita por senadores. Ele apenas fará a leitura de uma exposição assinada pela petista.

    Dilma e seus auxiliares avaliaram que a exposição da petista poderia ser prejudicial e ela neste momento e que um apelo direto aos senadores na comissão não seria suficiente para reverter votos.

    A comissão especial do impeachment já foi avisada de que a mandatária não comparecerá. Cardozo, no entanto, afirmou que a decisão final ainda será discutida com a presidente nesta terça (5).

    Sua equipe avalia que, se for para ir ao Senado, a presidente deveria comparecer quando a votação do caso chegar ao plenário da Casa porque lá ela faria apenas um discurso e não precisaria responder a perguntas dos senadores, evitando assim, situações constrangedoras. Isso deve acontecer no final de agosto.

    Técnicos
    A comissão ouve nesta terça o coordenador da junta de técnicos do Senado responsáveis pela perícia feita sobre as denúncias que pesam sobre Dilma, João Henrique Pederiva, e o perito Diego Brandino Alves. Feita a pedido da comissão, a conclusão da perícia diz que não há "controvérsia" sobre o fato de a presidente afastada ter agido para liberar créditos suplementares sem o aval do Congresso através de decretos. Por outro lado, o laudo afirma que não foi identificada ação dela nas chamadas pedaladas fiscais.

    Em seguida, o colegiado ouvirá os assistentes indicados tanto pela acusação quanto pela defesa que analisaram as conclusões da perícia. Falarão os advogados Selene Peres Peres Nunes, pela acusação, e Ricardo Lodi Ribeiro, pela defesa. Nesta segunda, eles entregaram suas análises ao colegiado.

    Para a defesa, não há materialidade ou autoria na denúncia contra a petista e, portanto, não houve crime de responsabilidade. Já a acusação, defende que a presidente cometeu o crime ao assinar os decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso em 2015, extrapolando a meta fiscal vigente na época.

    Por Folhapress

    Mais lidas

    1. Cidadão pode contribuir com leis em portal

    2. Um dos mais importantes juristas brasileiros, Ives Gandra analisa crise no país

    3. Democracia ameaçada pelo avanço do discurso militar

    4. Lava Jato investiga uso de subsidiárias da Petrobras para favorecer Odebrecht

    5. Temer exonera oito ministros