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    Política


    Candidatos a prefeito de Manaus inovam nas propagandas eleitorais para conquistar votos

    Silas Câmara, Serafim Côrrea e Marcelo Ramos estão apostando em atrair o voto do eleitor pelas redes sociais - fotomontagem: EM TEMPO Online
    Silas Câmara, Serafim Corrêa e Marcelo Ramos estão apostando em atrair o voto do eleitor pelas redes sociais - fotomontagem: EM TEMPO Online

    A legislação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a propaganda nas eleições municipais de 2016 tem várias restrições. Com isso, os candidatos à prefeitura de Manaus vêm tentando inovar para conquistar o voto dos eleitores, principalmente pela internet, em virtude do limite de gastos imposto pela legislação. Alguns prefeituráveis ainda têm dúvidas do uso da legislação, que foi liberada na última terça-feira (16).

    O candidato à prefeitura, Silas Câmara (PRB), contratou uma agência responsável pela parte digital da campanha. O CEO da empresa Nativos Comunicação, Elienai Câmara, informou que as principais estratégias para abordar os eleitores é promover conteúdo informativo e interagir de forma mais direta e próxima com o eleitorado.

    “O candidato tem perfil nas redes Facebook, Twitter, Instagram e Youtube, que são de praxe. E a novidade está que o Silas também tem perfil no Snapchat, alcançando um público mais jovem, e faz uso do Whatsapp para manter um contato mais direto e constante com os eleitores, além de outros canais e ferramentas dentro da plataforma digital que complementam essa comunicação, como o site do candidato Silas, aplicativo como ferramenta de construção do plano de governo onde todos podem baixar e dar sugestões, a tag oficial e as transmissões ao vivo – essa última vimos que tem surtido muito efeito entre os seguidores”, contou Elionei.

    O prefeiturável Serafim Corrêa (PSB) disse que a sua propaganda será intensa nas redes sociais, já que seu tempo na televisão e rádio é bem reduzido. “Nossas mídias serão integradas, teremos programa de televisão, inserção na rádio e usaremos as redes sociais, Facebook, Instagram, Twitter para disseminar essas mensagens aos eleitores. Nosso tempo é curto e vamos usar intensamente as redes sociais”, comentou Corrêa contando ainda que sua equipe de comunicação é reduzida, mas conta com apoio de militantes do partido para disseminar a propaganda.

    Já o candidato do Partido Republicano Marcelo Ramos afirmou que ainda tem algumas dúvidas em relação às novas regras. “Vamos sanar nossas dúvidas com oTribunal Regional Eleitoral (TRE), nos próximos dias. O que posso antecipar é que todos vão se surpreender com os nossos programas, que terão a criatividade como marca, assim como foi o da campanha passada para governo do Estado. Estamos intensificando nossa campanha nas redes sociais e introduzindo inovações, como foi a Arena PR22, explorando o live do Facebook. Traremos para as redes sociais, os nossos programas eleitorais de rádio e TV, com quadros e sessões exclusivas direcionadas para as mídias sociais”, enfatizou Ramos.

    Regras

    As regras estão na Resolução TSE nº 23.457/2015, trata da propaganda eleitoral, do horário gratuito no rádio e na TV e das condutas ilícitas na campanha de 2016. As punições para quem descumprir as proibições impostas vão de multa até mesmo detenção. A propaganda eleitoral termina no dia 1º de outubro, véspera da eleição do primeiro turno.

    De acordo com a norma, a propaganda eleitoral na internet pode ser feita em site do candidato, do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral. O site deve estar hospedado em provedor de serviço de internet estabelecido no Brasil. Também é permitido o envio de mensagens eletrônicas para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação. Nesses casos, a comunicação deverá dispor de mecanismo que permita o descadastramento do cidadão.

    O que não pode o candidato

    -  Veicular qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet e nas redes sociais.

    - Veicular propaganda eleitoral, mesmo que gratuitamente, em sites de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, e em sites oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

    - Fazer propaganda na internet, atribuindo indevidamente sua autoria a outra pessoa, candidato, partido ou coligação;

    -  Agredir e atacar a honra de candidatos na internet e nas redes sociais, bem como divulgar fatos sabidamente inverídicos sobre adversários;

    - Vender cadastro de endereços eletrônicos e a realização de propaganda via telemarketing, em qualquer horário, também são proibidas.

    - Fixar propaganda em bens públicos, postes, placas de trânsito, outdoors, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus, árvores, inclusive com pichação, tinta, placas, faixas, cavaletes e bonecos;

    -  Jogar ou autorizar o derrame de propaganda no local de votação ou nas vias próximas, mesmo na véspera da eleição;

    -  Fazer showmício com apresentação de artistas, mesmo sem remuneração; cantores, atores ou apresentadores que forem candidatos não poderão fazer campanha em suas atrações;

    - Fazer propaganda ou pedir votos por meio de telemarketing;

    - Confeccionar, utilizar e distribuir camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas, bens ou materiais que proporcionem vantagem ao eleitor;

    - Veicular propaganda no rádio ou na TV paga e fora do horário gratuito (que ocorre entre 26 de agosto a 29 de setembro), bem como usar a propaganda para promover marca ou produto;

    - Degradar ou ridicularizar candidatos, usar montagens, trucagens, computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais no rádio e na TV;

    - Fazer propaganda de guerra, violência, subversão do regime, com preconceitos de raça ou classe, que instigue a desobediência à lei ou que desrespeite símbolos nacionais.

    - Usar símbolos, frases ou imagens associadas ou semelhantes às empregadas por órgão de governo, empresa pública ou estatal;

    - Inutilizar, alterar ou perturbar qualquer forma de propaganda devidamente realizada ou impedir propaganda devidamente realizada por outro candidato.

    O que pode o candidato

    - Fazer propaganda na internet, desde que gratuita e publicada em site oficial do candidato, do partido ou da coligação hospedados no Brasil ou em blogs e redes sociais;

    -  Enviar mensagens eletrônicas, desde que disponibilizem opção para descadastramento do destinatário, que deverá ser feito em até 48 horas.

    - Distribuir folhetos, adesivos e impressos, independentemente de autorização, sempre sob responsabilidade do partido, da coligação ou do candidato (o material gráfico deve conter CNPJ ou CPF do responsável pela confecção, quem a contratou e a tiragem);

    -  Usar bandeiras portáteis em vias públicas, desde que não atrapalhem o trânsito de pessoas e veículos;

    - Colar propaganda eleitoral no para-brisa traseiro do carro em adesivo microperfurado; em outras posições do veículo também permitido usar adesivos, desde que não ultrapassem a dimensão de 50 cm x 40 cm.

    - Usar alto-falantes, amplificadores, carros de som e minitrios entre 8h e 22h, desde que estejam a, no mínimo, 200 metros de distância de repartições públicas, hospitais, escolas, bibliotecas, igrejas e teatros;

    - Realizar comícios entre 8h e 24h, inclusive com uso de trios elétricos em local fixo, que poderão tocar somente jingle de campanha e discursos políticos;

    - Fixar propaganda em papel ou adesivo com tamanho de até meio metro quadrado em bens particulares, desde que com autorização espontânea e gratuita do proprietário;

    - Pagar por até 10 anúncios em jornal ou revista, em tamanho limitado e em datas diversas, desde que informe, na própria publicidade, o valor pago pela inserção;

    Por Kattiúcia Silveira e assessoria

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