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    Política


    Para senadores do PT, prisão de Mantega foi arbitrária; Moro bloqueia contas de investigados

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    O bloqueio preventivo de R$ 10 milhões atinge o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega - foto: Divulgação

    Senadores petistas consideram que a revogação da prisão temporária do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega pelo juiz federal Sérgio Moro, no início da tarde desta quinta (22), mostra que a detenção foi “arbitrária”. O juiz também decidiu bloquear preventivamente as contas bancárias e de investimentos pertencentes a oito investigados na 34ª fase da Operação Lava Jato.

    Com a decisão, o bloqueio preventivo de R$ 10 milhões atinge o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que havia sido preso nesta manhã, e os demais acusados. O objetivo da medida, solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF) é garantir o ressarcimento aos cofres públicos em caso de condenação, mas não significa que os investigados tenham os valores depositados.

    Revogação da prisão

    Ao justificar a decisão de mandar soltar o ex-ministro, Moro afirmou que, diante do quadro de saúde da esposa de Mantega, que está internada no Hospital Albert Einstein para se submeter a uma cirurgia, “devido a uma doença grave”. Segundo o magistrado, como as buscas e apreensões de documentos nos endereços residenciais e comerciais dos investigados já foram feitas, não há mais a necessidade de manter o ex-ministro detido, já que ele não pode mais interferir na coleta de provas.

    A prisão de Mantega e dos demais investigados foi autorizada por Moro. De acordo com a ação do MPF, baseado em depoimento do empresário Eike Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da petroleira OSX, em novembro de 2012, Guido Mantega, que à época era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, teria pedido R$ 5 milhões de doação para o PT.

    Prisões

    Além do ex-ministro, os presos temporários nessa operação foram: Luis Eduardo Neto, Rubem Maciel da Costa Val, Danilo Sousa Baptista, Luis Eduardo Guimarães Carneiro, Luis Claudio Machado Ribeiro e Francisco Corrales Kindelan. O oitavo investigado é Julio Cesar Oliveira Silva, que também tinha mandado de prisão decretado, porém está na Espanha e não há indicativo de que retorne ao Brasil.

    Com informações da Agência Brasil