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    Política


    Debate entre candidatos à prefeitura de Manaus dá lugar a ataques e críticas à Faixa Azul

     Prefeituráveis aproveitaram o espaço para trocar farpas entre si, apresentar propostas e pedir votos do telespectador – foto: Evandro Seixas/TV A Crítica
    Prefeituráveis aproveitaram o espaço para trocar farpas entre si, apresentar propostas e pedir votos do telespectador – foto: Evandro Seixas/TV A Crítica

    Propostas nas áreas de saúde, transporte coletivo, críticas à Faixa Azul e muitos ataques, a maioria direcionada para o candidato à reeleição, prefeito Arthur Neto (PSDB). Esse foi o resultado do segundo debate televisivo que reuniu sete dos nove candidatos a prefeito de Manaus, realizado na noite de ontem pela afiliada da TV Record na cidade (TV A Crítica).

    Com uma hora e quarenta e cinco minutos de debate, os prefeituráveis Arthur Neto, Henrique Oliveira (SDD), Hissa Abrahão (PDT), José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PR), Serafim Corrêa (PSB) e Silas Câmara (PRB) não apresentaram nenhuma proposta nova em relação às quais já vêm sendo faladas dia após dia no contato com o povo e no programa eleitoral em rádio e TV.

    Ao contrário, balancearam o debate entre projetos, farpas, ataques e citações diretas entre os adversários, na maioria das vezes ficando polarizadas entre Arthur e Ramos. Os dois, inclusive, solicitaram direito de resposta da produção do debate, cujo pedido foi negado pelo setor jurídico da emissora.

    Mas, coube a Henrique Oliveira, vice-governador licenciado, iniciar essa parte muito comum nos debates televisivos, ao afirmar que Arthur é conhecido como “prefeito tatu - tá tudo pela metade” e fazer críticas ao que chamou de “coligações Frankstein”, se referindo às alianças feitas entre Arthur e o senador Eduardo Braga (PMDB), e entre Marcelo Ramos e o senador Omar Aziz (PSD).

    O prefeito recebeu críticas dos adversários ao questionar-lhe porque esconde Braga como aliado, ao passo que, retrucando as cobranças, Arthur Neto criticou a aliança de Ramos feita com Omar e o governador José Melo (Pros), e acusou esses dois políticos de compactuar com a corrupção praticada no sistema de saúde do governo, que veio à tona na semana passada, durante a operação da Polícia Federal Maus Caminhos, que desbaratou um esquema que desviou mais de R$ 100 milhões do governo.

    O prefeito relembrou ainda aos seus adversários que o senador Eduardo Braga também já foi aliado - direta ou indiretamente - de mais da metade dos que estavam no debate e que, no alto de seus 38 anos de vida pública,  “nunca dependi de nenhum cacique político” para chegar onde chegou. Ele explicou que a aliança com Braga foi uma forma de a Prefeitura de Manaus se aproximar ainda mais do governo federal, que agora está sob o comando do PMDB, e acrescentou que seu vice, o deputado Marcos Rotta, é um “vice de luxo”.

    Outro alvo dos ataques da noite foi o Partido dos Trabalhadores (PT), feitos por Arthur ao candidato José Ricardo. O prefeito voltou a falar que sua gestão foi muito oprimida pela ex-presidente Dilma Rousseff, que dificultava os repasses espontâneos, o que foi negado pelo petista e até mesmo por Ramos, que citou dados disponíveis em sites oficiais que afirmam que a Prefeitura de Manaus recebeu grandes volumes do governo federal para a saúd, mas que não foram aplicados.

    Nas considerações finais, todos os sete presentes pediram a oportunidade do eleitor de estarem no segundo turno do pleito e se elegerem candidato a prefeito de Manaus. Todos falaram em modernizar a gestão municipal e também retomar projetos anteriores que foram extintos, a exemplo de Serafim Corrêa, que vai resgatar a Domingueira e a meia-passagem na catraca, projetos criados por ele quando foi prefeito de Manaus.