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    Política


    Leitura do pedido que pede afastamento de Carbrás é adiada e gera bate-boca entre vereadores

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    Maioria dos vereadores queria a leitura do pedido do afastamento do prefeito de Parintins nesta terça - foto: Tadeu de Souza

    A leitura do pedido de afastamento do prefeito de Parintins (369 quilômetros de Manaus), Alexandre da Carbrás, que estava previsto para ser lido na manhã desta terça-feira (11), foi barrado pelo presidente da casa, Everaldo Batista (PROS). O pedido, que também inclui o vice-prefeito, Carmona Oliveira, será lido, possivelmente, na próxima segunda-feira (17).

    O adiamento ocasionou um bate-boca entre a maioria dos vereadores e o presidente da Câmara.

    Everaldo justificou a medida dizendo que, pelo regimento interno, a carta, após ser protocolada na secretaria, só poderia ser lida em plenário na sessão seguinte, ou seja, um dia após o protocolo.

    “A denúncia foi alterada e voltou para Câmara na manhã desta terça-feira. Como na quarta-feira é feriado nacional, só teremos sessão na segunda-feira e é quando daremos ciência ao plenário da denúncia. Se eu determinasse a leitura hoje, terça-feira, qualquer advogado derrubaria lá na frente, eu quis preservar o legislativo de um vexame e, infelizmente, alguns colegas não entenderam. Paciência, não vou transgredir a lei”, disse Batista.

    Porém, os vereadores Ray Cardoso (PMDB), Maildson Fonseca (PSDB), Juliano Santana (PDT), Rildo Maia (PMDB) e Gelson Morais (PSD) têm outro entendimento.

    Para o tucano Maildson Fonseca o regimento diz que a denúncia tem que ser lida na primeira sessão após o protocolo. Como o documento foi oficialmente entregue às 08h, Fonseca entende que havia respaldo para a leitura na sessão que começou às 10 horas da manhã.

    “Na verdade o presidente não quis determinar a leitura da denúncia, estranho, mas essa é a verdade. Eu não sei qual o motivo dele esperar seis dias para determinar o início de um processo que vai amenizar o caos em Parintins”, afirmou o vereador Juliano Santana.

    O vereador Ray Cardoso chegou apresentar um requerimento que foi aprovado por unanimidade. O documento continha um pedido para que a mesa dispensasse os interstícios e determinasse a leitura da denúncia contra o prefeito e o vice. O requerimento também foi vetado.

    Tadeu de Souza
    Correspondente GRN

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