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    Política


    Vanessa é sondada para pré-candidatura à Presidência da República

    Apesar de ter sido citada, Vanessa descarta qualquer candidatura presidencial - Ione Moreno

    O diretório do PCdoB no Amazonas votou e elegeu pela indicação do nome da senadora Vanessa Grazziotin para concorrer na disputa interna do partido em nível nacional, que busca escolher um pré-candidato para a Presidência da República para o pleito de 2018.

    Além de Vanessa, nomes como o da senadora Jandira Feghali (RJ), do ex-ministro dos Esportes Aldo Rebelo (SP) e do governador do Maranhão, Flávio Dino, também estão no páreo. Mas essa decisão vai sair após apreciação do comitê nacional.

    Vanessa confirmou a sondagem interna - Divulgação/Agência Senado

    “Isso vai depender de um debate nacional dentro do partido e, se vai ser efetivado o nome da senadora ou não, vai ser outro debate. Mas, o PCdoB-AM disponibilizou de fato o nome e aprovou, inclusive, em seus foros próprios”, disse o presidente estadual da sigla, o ex-secretário da Produção Rural, Eron Bezerra.

    Procurada pela reportagem, Vanessa confirmou a sondagem interna, mas negou qualquer possibilidade de vir a se candidatar a presidente da República, uma vez que suas ações são muito regionais, vinculadas ao Estado do Amazonas. Ela adiantou que seu objetivo político é disputar a reeleição do mandato no Senado. Mas, assinalou, essas definições serão em nível partidário.

    Cenário diferente

    Vanessa Grazziotin ressaltou que em 2013 já se sabia quem seria candidato a quê. Mas hoje, exemplificou, o governador José Melo (Pros) não sabe se vai continuar ou se vai ser candidato, os senadores não sabem se vão ser candidatos à reeleição, a governo ou a nada. Entretanto, a senadora disse que isso não afasta a possibilidade de ela ser candidata a governadora ou a deputada federa.

    “Claro, eu cumpri uma tarefa, uma vez que fui eleita senadora, portanto, nosso plenário foi transformado num tribunal de julgamento, que é assim que determina a Constituição. Eu me dediquei muito ao lado que achei o correto, só lamentei depois de termos quase a totalidade de apoio a esse governo e na hora de segurá-lo eu ter ficado só”, disse Vanessa.

    A parlamentar explicou que a questão do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) serviu de incentivo a uma atuação mais contundente no parlamento e na política em geral.

    Segundo ela, as razões que levaram à queda de Dilma não são razões de ordem jurídica, uma vez que não houve crime, apenas uma decisão política para substituir o governo.

    Da bancada do Amazonas no Senado, Vanessa é a única dos três parlamentares que se mantém na oposição do governo do presidente Michel Temer (PMDB-SP).

    Henderson Martins

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