Fonte: OpenWeather

    Política


    Governo destaca "base aliada forte" em nova votação sobre reforma trabalhista

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), colocou novamente o tema em votação - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    O governo comemorou a aprovação, no início da noite desta quarta-feira (19) pelo plenário da Câmara, do requerimento de urgência para apreciação do projeto de lei 6787/16, que trata da reforma trabalhista. Após derrota ontem na aprovação do mesmo requerimento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), colocou novamente o tema em votação. Na segunda tentativa foram alcançados 287 dos 257 votos necessários para acelerar a tramitação.

    O porta-voz da presidência da República, Alexandre Parola, disse em pronunciamento que o presidente Michel Temer acompanhou a votação e que o resultado “traduz uma ampla maioria e um firme apoio do Congresso”. O pronunciamento do porta-voz foi mais votado à demonstração de força do governo na Câmara do que à proposta de reforma trabalhista em si.

    Com a aprovação do regime de urgência é possível pular etapas e colocar o projeto para ser votado - tanto na comissão quanto no plenário - já na próxima semana. Alguns prazos não precisarão ser mais cumpridos e não será possível pedir vista ou apresentar emendas à matéria na comissão especial que analisa o substitutivo do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).

    Em seu pronunciamento, Parola citou ainda a aprovação ontem do texto base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/17, que trata da recuperação fiscal dos estados superendividados como exemplo da maioria que Temer tem na Câmara.

    Na segunda tentativa foram alcançados 287 dos 257 votos necessários para acelerar a tramitação - Divulgação

    “Ambas confirmam a solidez da base congressual do governo e seu compromisso com o conjunto de medidas que, discutidas e aprovadas ao longo dos últimos meses, já foram capazes de tirar o Brasil da mais profunda recessão de sua história. O presidente da República agradece às deputadas e aos deputados pelos votos dados a favor de cada uma dessas medidas”.

    “Excesso de confiança” e ligação para líderes

    Após a derrota de ontem, na tentativa frustrada da base governista de aprovar o requerimento de urgência da reforma trabalhista na Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, ligou para o presidente Michel Temer para explicar o ocorrido. A justificativa foi uma desmobilização dos deputados, que não estavam no plenário na hora da votação.

    Um exemplo é que o próprio líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), estava no Senado no momento e não voltou à Câmara a tempo de votar. Após a explicação de Maia, Temer acionou o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, que ligou para os líderes da base e reagrupou os deputados ausentes no plenário. Com isso, o governo conseguiu aprovar o texto base do PLP da recuperação fiscal dos estados superendividados, pouco tempo depois.

    A avaliação do Planalto é que houve “excesso de confiança” na primeira tentativa de aprovação do requerimento de urgência da reforma trabalhista. A nova votação no início da noite de hoje irritou deputados da oposição, que chamaram de “manobra” a reapresentação do requerimento.

    O deputado Henrique Fontana (PT-RS) interpelou Maia. "O requerimento de urgência foi derrotado porque não atingiu os 257 votos [na noite de ontem] e eu fui atingido com a informação de que Vossa Excelência [Rodrigo Maia] quer repetir a votação. O governo tem que reconhecer que perdeu ontem", disse.

    o presidente da Casa, Rodrigo Maia, ligou para o presidente Michel Temer para explicar o ocorrido - Beto Barata/PR

    Reforma da Previdência

    Já o texto do relatório da reforma da Previdência, muito negociado entre governo e base aliada por semanas, será posto em votação apenas no dia 2 de maio, após acordo com a oposição. O governo, inclusive, adota um discurso positivo com relação ao adiamento da votação na comissão especial. No Palácio do Planalto, o entendimento é que foi uma saída para evitar sucessivas obstruções de parlamentares da oposição na votação do relatório.

    Para o governo, saber o dia preciso em que a comissão votará o relatório de Arthur Maia (PPS-BA) é mais importante do que ter esperar quase duas semanas para aprovar a proposta e levá-la ao plenário da Casa. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) vai monitorar o tamanho dos atos do Dia do Trabalhador, no 1° de maio, como costuma fazer em manifestações, para avaliar possíveis manifestações de rua contra a reforma da Previdência.

    Marcelo Brandão
    Agência Brasil

    Mais lidas

    1. Temer exonera oito ministros

    2. Líder do governo na Aleam confirma mais três apoiadores na base

    3. Sob pressão, Aécio indica que deixará presidência do PSDB

    4. Amazonino Mendes empossa novos gestores

    5. Propostas de David Almeida serão retiradas de pauta da Aleam