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    Política


    Eleição suplementar no AM vai custar R$ 18,5 milhões

    Dez meses depois da última eleição, eleitores do Amazonas voltarão às urnas em agosto para eleger novo governador - Márcio Melo

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve decidir, amanhã, se acata a proposta apresentada pelo diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TER-AM), Messias Andrade, para a realização da eleição suplementar em que serão escolhidos novo governador e vice. Andrade sugeriu a data de 6 de agosto para o 1º turno e 27 de agosto para o 2º turno. Além disso, ele apresentou um orçamento de R$ 18,5 milhões, que foi aprovado pelo órgão.

    Se for aprovada, a campanha eleitoral deve iniciar na penúltima semana de junho. Para viabilizar a realização do pleito, estão sendo agendadas reuniões para definir estratégias operacionais e técnicas, a partir da próxima segunda-feira.

    O TSE pediu ao TRE informações sobre os valores que seriam de necessidade urgente - Tadeu de Souza

    O encontro em Brasília durou cerca de duas horas e envolveu os representantes da direção-geral, secretaria de Tecnologia e Informação e secretaria administrativa e orçamento do TRE-AM.

    De acordo com Messias Andrade, a data do pleito foi escolhida com base em uma analogia da Constituição Federal, que garante que o primeiro turno seja realizado no primeiro domingo de outubro e o segundo turno,
    no último domingo.

    “Participamos de uma excelente reunião, em que o TSE garantiu apoio irrestrito com efetivo técnico, inclusive para o fim de semana que antecederá o pleito. Estamos aliviados e cientes da nossa responsabilidade para que a eleição aconteça de forma eficaz, segura e célere”, disse o diretor,
    por telefone.

    O TSE pediu ao TRE informações sobre os valores que seriam de necessidade urgente. “Pediram que enviássemos um cronograma de recebimento desses valores e qual o quantitativo que será aplicado de forma imediata. Definimos também algumas regras de negócio, como o encerramento e fechamento do cadastro, que deve ocorrer 60 dias antes do
    pleito”, explicou.

    No encontro, também foi realizado um mapeamento sobre a necessidade da atuação das forças militares, assim como apoio logístico e pessoal. “Vamos definir a questão do deslocamento do efetivo militar e civil do nosso Estado e estabelecer ainda a quantidade de equipamento que serão necessários para a fazermos a transmissão de dados e pequenos ajustes, na resolução que deve ser aprovada na sexta-feira”, explicou.

    Prioridades

    Sobre as prioridades, a partir da aprovação da data pelo TSE, Andrade admite ser a finalização do planejamento para o andamento da eleição, o que inclui o cumprimento do calendário eleitoral e os prazos
    de divulgações.

    Segundo ele, as primeiras reuniões já devem acontecer na próxima segunda-feira com representantes do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), para definição da atuação das forças militares da
    data do pleito.

    “Haverá também encontro com representantes da Prefeitura de Manaus, Manauscult, Manaustrans. Além disso, vamos buscar o apoio do Tribunal de Justiça para que haja magistrados em todos os municípios durante a eleição. As reuniões serão para alinhar todos os detalhes acontecerão semanalmente, para reduzir quaisquer problemas que possam ocorrer”, explicou.

    Fabiane Morais

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