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    Política


    Eleição suspensa deixa candidatos indignados

    Nenhum dos nove candidatos recuou de suas candidaturas - Arquivo/AET

    Surpresos e indignados. Assim foi a reação dos nove candidatos que disputavam o pleito suplementar para o governo do Estado em relação à suspensão da eleição direta no Amazonas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, na noite de última quarta-feira (28).

    A maioria lançou mão de notas para externar a perplexidade diante do fato e outros, como os candidatos Amazonino Mendes (PDT) e Eduardo Braga (PMDB), gravaram vídeos para comentar a decisão e falar da indignação quanto ao resultado. Braga, que é parte do processo, já adiantou que vai ingressar com recurso para reverter o fato.

    Mas, apesar de as eleições estarem suspensas, nenhum dos nove candidatos recuou de suas candidaturas e afirmaram que vão esperar o desenrolar do processo na Justiça. Apenas cancelaram suas agendas de campanha.

    Rebecca Garcia (PP) preferiu não se envolver e destacou apenas que irá respeitar a decisão da Justiça “na certeza de que a decisão será célere, pois trata-se do futuro dos amazonenses”.

    Vice na chapa de Rebecca, o sentimento do deputado estadual Abdala Fraxe (Podemos) era de surpresa, apesar de seu partido também ter ingressado com ação semelhante à do ex-vice-governador Henrique Oliveira (SDD) no Supremo, para barrar a eleição direta no Estado.  “Respeito a decisão judicial”, acrescentou.

    Os candidatos Marcelo Serafim (PSB), Liliane Araújo (PPS) e Jardel Nogueira (PPL) seguem na mesma situação e aguardam um posicionamento jurídico do TRE-AM.

    Defesa do pleito

    José Ricardo (PT) declarou que o dever dele, assim como dos demais, é de respeitar a decisão judicial, mas que não ficará parado. No fim da tarde de ontem, ele e seu vice na chapa, deputado Sinésio Campos, do mesmo partido, realizaram um ato em defesa das eleições diretas em frente ao Terminal 1 da Constantino Nery, Zona Sul.

    Petição jurídica

    O candidato da Rede, deputado Luiz Castro, destacou que faltou bom senso por parte do ministro Ricardo Lewandowski ao suspender as eleições do Amazonas, tendo em vista que todos os candidatos estavam com uma campanha em andamento e a decisão gerou uma situação de fragilidade na política amazonense.

    Diante da situação, ele afirmou que o partido vai ingressar com uma ação para poder acompanhar todo o andamento jurídico do caso, e também contestará a decisão de Lewandowski por meio de uma petição jurídica.

    A eleição suplementar estava marcada para o dia 6 de agosto e, em caso de segundo turno, aconteceria dia 27 do mesmo mês. A posse do eleito deveria acontecer até o início do mês de outubro.

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    Wal Lima
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