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    Política


    Ex-ministro de Temmer, Geddel Vieira Lima é preso pela Polícia Federal

    Geddel seria também responsável por garantir que Cunha ficasse calado - Divulgação

    A Polícia Federal deflagrou em janeiro a operação Cui Bono? ("A quem beneficia?", em latim), que mirava Geddel e sua gestão na vice-presidência de pessoa jurídica na Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013. A PF suspeita de esquema de fraudes na liberação de créditos no período. A investigação começou a partir de elementos colhidos em um antigo celular do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Geddel é ex-ministro da Secretaria de Governo do Governo Michel Temmer.

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    Em 15 de dezembro de 2015, a PF realizou buscas na casa de Cunha e apreendeu o telefone no qual estavam armazenadas mensagens trocadas com Geddel.

    Também fazem parte do esquema, segundo a investigação, empresários e dirigentes de empresas dos ramos de frigoríficos, de concessionárias de administração de rodovias, de empreendimentos imobiliários, além de Lúcio Bolonha Funaro, operador do mercado financeiro. Os investigadores suspeitam que o grupo tenha praticado crimes de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro.

    A investigação corria no STF (Supremo Tribunal Federal), mas quando Geddel perdeu o cargo de ministro o caso passou a tramitar na primeira instância.

    O mandado de prisão foi assinado pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal. A ordem foi cumprida na tarde desta segunda, segundo a Procuradoria no DF.

    Questão com ex-ministro da Cultura: 

    Em novembro de 2016, Geddel Vieira foi acusado pelo ex-ministro da cultura Marcelo Calero de pressioná-lo para liberar a construção de um arranha-céu em Salvador, onde Geddel teria comprado um apartamento.  A obra foi embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional por ficar próxima de bens tombados.

    No depoimento, Calero afirmou que, em 6 de novembro, recebeu a mais contundente das ligações realizadas por Geddel. E que Geddel disse, “sempre de maneira muito arrogante, que se fosse preciso pediria a cabeça da presidente do Iphan e que falaria até com o presidente da República”.

    Em Tempo, com informações da Folha Press.

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