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    Política


    Com bandeira da restauração política, Amazonino vota e diz que não fugiu de adversário

     

    Cumprindo a agenda e dentro do horário previsto, o candidato Amazonino Mendes (PDT) votou no segundo turno da eleição suplementar, por volta das 9h deste domingo (27), no prédio da Secretaria de Estado de fazenda (Sefaz), no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. A principal bandeira levantada pelo político, que já foi três vezes governador do Amazonas, foi a da restauração política. Ele ainda aproveitou para comentar a sua ausência no último debate televisivo na sexta-feira (25).

    Bastante disputado pela imprensa e até por eleitores, o candidato cumprir o dever como cidadão e, após o exercício do voto, concedeu entrevista.

    "Esta foi uma campanha singular, diferente e, com a atual situação da política, induz também a abstenção. Temos também um país atônito com que os políticos fizeram com a administração pública. O Amazonas também se desgovernou de uma forma tal que até a população amazonense se desiludiu. Nós temos um dever enorme de restaurar a confiança do processo político. É preciso valorizar a política porque o único caminho para uma sociedade moderna é a democracia", disse ele - que estava acompanhado de seu vice, Bosco Saraiva, e demais apoiadores.

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    Amazonino demonstrou estar confiante na vitória e destacou que não guarda mágoas de seu opositor, Eduardo Braga (PMDB). Ele disse que fez uma campanha limpa, altiva e que respeitou o eleitor. Na ocasião, ele aproveitou para alfinetar o adversário.

    "Nossa campanha foi exemplar, ao reverso do que nós não tivemos com a campanha adversária. As campanhas na televisão foram difamatórias. O fato de eu não ter ido ao debate não é uma campanha suja, foi um sinal de protesto para deixar o candidato falando só. Quero dar uma contribuição honesta, um homem que vai primar pela restauração da política e do Estado".

    O candidato se demonstrou surpreso com a recepção calorosa do povo amazonense durante o seu retorno à política. "A minha profunda gratidão à forma com que o povo me acolheu depois de muito tempo. Isso é de um valor imensurável, não da para medir, não da para explicar o sentimento que me invade, a alegria inaudita que o povo me confere. Isso aumenta, com certeza absoluta, o meu compromisso", destacou.

    Segundo Amazonino, hoje em dia é preciso valorizar a política. "O político tem que ficar a reboque do mérito, e não o mérito a reboque do político. Isso significa que o governo não será uma colcha de retalhos formada por indicações políticas. O que a gente quer fazer é valorizar efetivamente o espírito político. Nós precisamos de políticos, mas político verdadeiro no sentido correto da palavra. A política é a arte mais nobre do ser humano. É através dela que a sociedade se organizada e o mundo sobrevive", enfatizou.

    Questionado se caso vença a eleição e receba uma ligação do candidato Eduardo Braga (PMDB), Amazonino disse que o sentimento será fraterno. "Atenderei com maior fraternidade possível. Não há porque guardar mágoa e ódio. Foi eu que ajudei ele a ser prefeito, governador e a construir sua carreira na política. Os insultos de que ele me faz é fraqueza dele, então não tem nada haver", disse Amazonino, destacando que "você podia alinhar a inteligência a bons sentimentos".

    Bruna Souza e Isac Sharlon
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