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    Operação Custo Político


    Advogado de Melo diz que entrará com pedido de habeas corpus

    Ele também declarou sobre a nota divulgada pela CGU no domingo que aponta o desvio de R$ 88,2 milhões do Fundeb

    O ex-governador José Melo está preso no CDPM 2 desde o dia 4 de janeiro | Foto: Divulgação

    O advogado José Carlos Cavalcante Júnior, que atua na defesa do ex-governador José Melo (Pros), declarou à equipe do Em Tempo que está impetrando um habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para conceder a liberdade do político. Melo e a esposa Edilene Oliveira, que retornaram à prisão no último dia 4 de janeiro devido as investigações da operação "Maus Caminhos".

    "Não existe condenação e sequer processo do professor José Melo, muito menos pena. Queremos recolocá-lo em liberdade juntamente com a dona Edilene, remediando uma grande injustiça que foi feita com eles", disse o advogado que ainda comentou sobre a divulgação de uma nota técnica da Controladoria Geral da União (CGU), que aponta o desvio de mais de R$ 88 milhões do Fundeb pelo Governo do Amazonas entre os anos de 2014 e 2016.

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    "Primeiro, uma nota da CGU é uma divulgação para a imprensa, se ela não constar no processo, para mim ela não interessa e de nada vale, pois só me reporto ao que está nos autos do processo, o que não está, não está no mundo, como se diz juridicamente".

    Sobre a situação, a reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da CGU, na sede de Brasília, em busca de um posicionamento, mas até o fechamento desta matéria não respondeu à equipe do Em Tempo.

    Quando questionado se a grande repercussão em rede nacional sobre o caso pode gerar algum empecilho nos tramites jurídicos, José Carlos Cavalcante Júnior afirma que não, e que em sua opinião pessoal "juiz que se deixa levar pelo que consta na mídia, tem que pedir a aposentadoria ou procurar outra profissão".

    "O juiz está no tribunal para julgar os autos e o que constam de provas nos processos, não para se influenciar. Pior, também deve-se ter o cuidado para não influenciar a mídia sobre os denunciados", acrescentou.

    Relembre o caso

    O ex-governador José Melo (Pros), sua esposa Edilene Oliveira, seu irmão Evandro Melo que atuou como secretário da Sead (Administração e Gestão), o ex-secretário da Sefaz, Afonso Lobo e os ex-secretários da Susam, Wilson Alecrim e Pedro Elias, são investigados da operação "Custo Político", que também é a segunda fase da "Maus Caminhos", por serem suspeitos de uma organização criminosa que desviou mais de R$ 100 milhões na pasta da saúde do Estado.


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