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    Revista Elenco


    Decorador de festa Roni Vieira diz que ostentação está fora de moda

    “Nada é cafona. Não gosto e nem uso essa palavra. O que é bonito para um pode não ser para outro. É tudo questão de gosto pessoal. O importante é amor”. É dessa maneira que o decorador de festas Roni Vieira define o momento atual no mercado de festas. Com 15 anos de experiência, dos quais 11 são dedicados a sua própria empresa, o expert em festas fala sobre as tendências atuais e o que caiu em desuso quando se fala em receber bem.

    Com festas que levam a sua assinatura por todo o país, Roni Vieira é considerado um dos gurus do ramo. No Amazonas, já organizou festas de diversas famílias tradicionais, além de formaturas e, portanto, é conhecido na região. Para o profissional, hoje, a tendência no mercado é fazer uma festa que seja a “cara” da família que está promovendo o evento.

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    “Apesar da crise que estamos vivendo, o anfitrião ainda não perdeu a vontade de receber bem. É até uma forma de proporcionar momentos felizes e surpreendentes ao receber seus convidados e espantar esse fantasma da crise que nos assombra. Por isso, digo que o amor e o carinho com que é projetada a festa são sempre tendência”, diz.

    Exclusividade:

    No entanto, quando se fala em organizar um evento, Roni Vieira explica que a exclusividade é um dos pontos mais fortes atualmente. “Os anfitriões estão buscando, cada vez mais, profissionais surpreendentes, independente do quanto eles custem. E é por isso que estamos ganhando cada vez mais mercado e o noticiário, pois somos responsáveis por criar momentos particulares. Encontramos formas de criar festas que tenham o DNA de quem está dando a festa. O convidado precisa chegar ao evento e sentir que tudo é a cara do anfitrião”, destaca.

    O decorador, entretanto, é bem cuidadoso ao dar mais detalhes sobre o que não se utiliza mais em festas. “Sou da opinião de que não existe isso de cafona. Cafona ou contemporâneo e moderno são questões de gosto pessoal. Cada um tem seu estilo, e o bom profissional capta a ideia do cliente e faz o pedido dele virar tendência. É como se transformássemos um defeito em efeito. Por isso, não existe ‘fora de moda’, mas, sim, algo que está em desencontro com o conceito da festa”, completa.

    Ostentação: 

    Apesar de levantar a bandeira da exclusividade e de entregar o melhor trabalho ao seu cliente, Roni Vieira diz que ostentação está fora de moda. “Festas gigantescas já não existem mais. Todos estamos priorizando festas menores, onde o convidado é recebido com mais carinho. Aquelas festas muito exuberantes que chegam a constranger os convidados não são mais o que as pessoas buscam. Hoje, a humildade é o que as pessoas querem. Por mais que o cliente faça investimentos altos, a festa é criada para receber bem, e não ostentar”, finaliza.

    Mellanie Hasimoto
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