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    Saúde E Bem Estar


    Controle de colesterol desde a juventude é preciso para prevenir doenças cardiovasculares

    Em pesquisa publicada no jornal da American Heart Association (Circulation) é apontado que jovens que cultivam hábitos saudáveis e controlam as taxas de colesterol e triglicérides desde cedo já estão se prevenindo de doenças cardiovasculares no futuro.

    De acordo com a pesquisa, dois terços da população dos Estados Unidos desconhecem que os fatores de risco de infarto e derrame (AVC) podem surgir bem antes da fase adulta. Já a Sociedade Brasileira de Cardiologia revela que 40% dos brasileiros têm colesterol elevado – sendo que as mulheres representam 30% desse grupo.

    Outros fatores de risco são genética, hipertensão, sedentarismo, diabetes, tabagismo, obesidade abdominal e menopausa. Exercícios físicos regulares, alimentação saudável (rica em frutas, verduras e legumes), baixo consumo de sal e açúcar contribuem bastante para manter as taxas de colesterol e triglicérides sob controle.

    Além disso, mudanças de hábitos de vida acabam reduzindo as chances de o indivíduo vir a sofrer um infarto no futuro e ser submetido, por exemplo, a uma angioplastia. Na maioria das vezes, como quem tem colesterol alto não apresenta sintomas, acaba não buscando ajuda médica no momento oportuno nem fazendo exames regularmente.

    Eliana Borges, coordenadora do Canal Médico do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, diz que mesmo quem apresenta taxas consideradas normais (Colesterol Total menor que 200, LDL-C menor que 100, HDL-C maior que 60, Colesterol não-HDL menor que 130, e Triglicérides abaixo de 150 – de acordo com a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção de Aterosclerose) não está livre de complicações futuras.

    Tudo depende do conjunto de fatores de risco já citados, com o objetivo principal de conscientizar a população sobre formas de prevenção e tratamento. Por isso, é necessário fazer esse acompanhamento desde cedo.

    A médica afirma que a prevenção é o que se busca, já que as doenças do coração são as que mais consomem recursos financeiros, com maior número de internações e óbitos. “Combater os fatores de risco modificáveis com certeza irá minimizar os efeitos deletérios e mortes por cardiopatias no Brasil”.