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    Saúde E Bem Estar


    Diálogo é essencial para enfrentar a depressão

    Estima-se que 350 milhões de pessoas sofram com o transtorno em todo o mundo - Divulgação

    Falar abertamente sobre depressão é o primeiro passo para reduzir o estigma associado ao distúrbio, para que cada vez mais pessoas possam procurar ajuda. Neste ano, no Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) dá início à campanha sobre depressão, transtorno que pode afetar pessoas de qualquer idade em qualquer etapa da vida.

    Com o lema ‘Let’s talk’ (“Vamos conversar”, em português), a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a graves consequências. No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano - sendo a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofram com esse transtorno em todo o mundo.

    De acordo com a psicóloga e coaching em programação neolinguística Cíntia Lima, a depressão é normalmente causada por alguma situação que gere perturbação emocional ou estressante, como morte de familiar, problemas financeiros, divórcios, instabilidade profissional, entre outras situações. “Podemos resumir cinco principais causas da depressão: acontecimento marcante na vida, chantagem emocional, doenças graves, alterações hormonais e uso de medicamentos”, afirma a psicóloga.

    Neste ano, a campanha é sobre a depressão- Arte: Leon

    A depressão resulta de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Ainda segundo Lima, é importante procurar um psicólogo quando os sinais, como choro constante, cansaço excessivo e pessimismo estiverem presentes. “O profissional fará o diagnóstico do quadro e indicará as intervenções mais adequadas”, explica.

    Tratamento

    Existem tratamentos eficazes para depressão moderada e grave. Profissionais de saúde podem oferecer tratamentos psicológicos, como ativação comportamental, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia interpessoal ou medicamentos antidepressivos. Entre os diferentes tratamentos psicológicos a serem considerados estão os individuais ou em grupo, realizados por terapeutas.

    Os tratamentos psicossociais também são efetivos para depressão leve. Os antidepressivos podem ser eficazes no caso de depressão moderada e grave, mas não são a primeira linha de tratamento para os casos mais brandos. Esses medicamentos não devem ser usados para tratar depressão em crianças e não são, também, a primeira linha de tratamento para adolescentes. É preciso utilizá-los com cautela.

    Bruna Chagas
    EM TEMPO