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    Saúde E Bem Estar


    É possível tratar ronco e apneia do sono com um cirurgião-dentista

    Barbosa afirma que a pessoa que ronca jamais deveria ignorar o problema - Divulgação

    O Brasil tem, hoje, 285 mil cirurgiões-dentistas – ficando somente atrás dos Estados Unidos em termos de quantidade, mas em posição de destaque no que se refere aos avanços da odontologia. Uma das especialidades que vem ganhando cada vez mais importância é a odontologia do sono.

    O cirurgião-dentista, Ricardo Castro Barbosa, explica que a qualidade do sono exerce grande impacto não só na saúde das pessoas, como na sua qualidade de vida e nos relacionamentos. Isso se torna mais relevante quando estudos afirmam que cerca de 30% da população brasileira apresenta algum distúrbio ligado ao sono e que, entre as causas prováveis, estão problemas odontológicos que podem ou não estar associados à garganta e ao nariz.

    “Ronco, apneia e bruxismo são problemas que podem ser controlados a partir de um diagnóstico odontológico. Além de diagnosticar e tratar esses distúrbios, o cirurgião-dentista especialista em sono tem condições de encaminhar o paciente a outros profissionais de saúde caso perceba que a queixa de origem esteja relacionada a doenças cardiopulmonares, respiratórias, cansaço físico, mental e irritabilidade. Mas o caminho contrário também é comum: que outro profissional encaminhe o paciente com distúrbios do sono a um cirurgião-dentista especialista no assunto”.

    Barbosa afirma que a pessoa que ronca jamais deveria ignorar o problema, principalmente quando o ronco é seguido de apneia obstrutiva, que é quando ela para de respirar por alguns segundos, durante várias vezes, enquanto dorme.

    “O especialista em odontologia do sono poderá avaliar detalhadamente as necessidades do paciente para que ele possa ter noites melhores, com sono reparador. Um dos recursos mais utilizados são os aparelhos intraorais que produzem um avanço gradual e controlado da mandíbula, a fim de desobstruir as vias aéreas. Recentemente, com novas pesquisas, já foi possível determinar algumas das características ideais para esse tipo de dispositivo, permitindo movimentos laterais mandibulares, possibilitando liberdade e estabilização da mandíbula, não permitindo que o paciente abra a boca além de um pequeno limite”.

    O especialista diz que, apesar de atingirem bons resultados, os aparelhos odontológicos intraorais apresentam algumas limitações no tratamento da apneia. Qualquer alteração anatômica, patológica ou não, que concorra para a redução do espaço aéreo pode causar ou agravar um quadro de apneia obstrutiva.

    Nestes casos, pode ser necessário recorrer à cirurgia ou outros recursos terapêuticos. Já com relação ao bruxismo, que é o hábito de ranger ou apertar os dentes durante o sono – o que impacta consideravelmente o bem-estar do paciente, que costuma sofrer de dores de cabeça e faciais com cada vez mais intensidade – Barbosa afirma que as placas de mordida miorrelaxantes contribuem para relaxar a musculatura mastigatória e da face, permitindo que o paciente tenha noites de sono mais reparadoras.

    “Confeccionadas nas clínicas odontológicas, essas placas são muito semelhantes aos protetores bucais utilizados em práticas esportivas. A diferença é que, ao invés de proteger o paciente de um trauma de origem externa, ela evita que o paciente desenvolva força excessiva nos movimentos mandibulares que podem, inclusive, resultar em fratura e desgaste dentário, com consequente perda dos dentes. O objetivo é que, com o uso contínuo, o sistema mastigatório do paciente fique protegido e preservado por muito tempo”.

    Com informações da assessoria