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    Prevenção


    Veja as doenças mais comuns no Carnaval e saiba como evitar

    Doenças sexualmente transmissíveis são muito mais frequentes durante o Carnaval. Por isso, é essencial ressaltar que a prevenção é o melhor remédio

    Camisinha é o único método capaz de prevenir doenças sexualmente transmissíveis
    Camisinha é o único método capaz de prevenir doenças sexualmente transmissíveis | Foto: Divulgação

    Manaus - Com o Carnaval chegando é comum que se queira curtir, mas nessa época não se pode esquecer de certos cuidados na hora da folia. Segundo a coordenação de IST/Aids, doenças sexualmente transmissíveis são muito mais frequentes nesse período, e é essencial ressaltar que o preservativo pode preveni-las.

    O ginecologista José Villa Corta afirma que usar camisinha é algo essencial e, que mesmo no calor do momento, não se deve esquecer. ‘’Além da abstinência, a camisinha é a única forma que realmente ‘bloqueia’ as doenças, outros métodos como anticoncepcionais e pílula do dia seguinte só impedem a gravidez, adquirir alguma DST ainda é um risco’’.

    ‘’É muito comum também a contaminação no beijo, por exemplo, a herpes labial é uma doença que pode ser transmitida pela saliva’’, alerta o ginecologista. Deve-se ficar atento nas ruas: feridas, bolha e vermelhidão na boca podem ser um indicativo da doença. 

    De acordo com a coordenação de IST/Aids no Amazonas, em 2019, até o mês de setembro, foram diagnosticados 1.137 novos casos de HIV e 414 casos de Aids em maiores de 13 anos.

    Além do HIV, a infecção sexualmente transmissível mais frequente no Amazonas é a sífilis. De janeiro a setembro do ano passado, foram notificados 2.783 casos de sífilis adquirida, 1.297 em gestantes e 528 casos de sífilis congênita.

    Durante o carnaval, a enfermeira da coordenação de IST/Aids e Hepatites Evelyn Campelo informou que serão intensificadas as campanhas de prevenção e uso de camisinha nas redes sociais, além de serem disponibilizados gratuitamente preservativos em postos de saúde.

    Cuidados devem ser redobrados durante Carnaval
    Cuidados devem ser redobrados durante Carnaval | Foto: Divulgação

    HIV e Aids são a mesma coisa?

    Não! Ter o vírus HIV não é a mesma coisa que ter aids. Aids é o estágio mais avançado da doença, que ataca o sistema imunológico e é causada pelo HIV.

    HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Esse vírus se caracteriza pelo período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença. É o causador da AIDS e ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças.

    Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção.

    O vírus não é transmitido através do beijo, suor, lágrimas, pelo ar e se a camisinha é usada corretamente durante o sexo.

    Sífilis

    Manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias.

    Gonorreia

    É a mais comum das DST. Também é conhecida pelo nome de blenorragia, pingadeira, esquentamento. Nas mulheres, essa doença atinge principalmente o colo do útero.

    Os sintomas mais frequentes causados por essas infecções são, na mulher, corrimento vaginal com dor no baixo ventre na mulher, e nos homens, corrimento no pênis e dor ao urinar. No entanto, é muito comum que as infecções causadas por essas bactérias sejam assintomáticas na maioria dos casos.

    A falta de sintomas leva as mulheres a não procurarem tratamento para essas infecções, as quais podem se agravar quando não tratadas, causando Doença Inflamatória Pélvica (DIP), infertilidade (dificuldade para ter filhos), dor durante as relações sexuais, gravidez nas trompas, entre outros danos à saúde.

    Clamídia

    Também é uma DST muito comum e apresenta sintomas parecidos com os da gonorreia, como, por exemplo, corrimento parecido com clara de ovo no canal da urina e dor ao urinar. As mulheres contaminadas pela clamídia podem não apresentar nenhum sintoma da doença, mas a infecção pode atingir o útero e as trompas, provocando uma grave infecção. Nesses casos, pode haver complicações como dor durante as relações sexuais, gravidez nas trompas (fora do útero), parto prematuro e até esterilidade.

    Herpes genital

    Manifesta-se através de pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Essas bolhas podem arder e causam coceira intensa. Ao se coçar, a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida.

    A herpes não tem cura e seu tratamento consiste em uso de antivirais para diminuição dos sintomas.

    Hepatite B

    A Hepatite B pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação ou durante o parto, sendo esta via denominada de transmissão vertical. Esse tipo de transmissão, caso não seja evitada, pode implicar em uma evolução desfavorável para o bebê, que apresenta maior chance de desenvolver a hepatite b crônica.

    Outra forma de transmissão é através de relações sexuais desprotegidas, o que a determina como uma infecção sexualmente transmissível.

    Na maioria dos casos a Hepatite B não apresenta sintomas. Muitas vezes a doença é diagnosticada décadas após a infecção, com sinais relacionados a outras doenças do fígado (cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados), que costumam manifestar-se apenas em fases mais avançadas da doença.

    Certas precauções devem ser tomadas por quem for curtir em bloquinhos de Carnaval
    Certas precauções devem ser tomadas por quem for curtir em bloquinhos de Carnaval | Foto: Divulgação

    HPV

    O HPV é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus.

    A infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu), ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu).

    O tratamento das verrugas anogenitais (região genital e no ânus) consiste na destruição das lesões. Independente de realizar o tratamento, as lesões podem desaparecer, permanecer inalteradas ou aumentar em número e/ou volume.

    A vacina contra HPV é a medida mais eficaz para prevenção contra a infeção. Ela distribuída gratuitamente pelo SUS mas, ressalta-se que a vacina não é um tratamento, não sendo eficaz contra infecções ou lesões por HPV já existentes.

    Tricomoníase

     Os sintomas são, principalmente, corrimento amarelo-esverdeado, com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardor, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. Na mulher, a doença pode também se localizar em partes internas do corpo, como o colo do útero. A maioria dos homens não apresenta sintomas. Quando isso ocorre, consiste em uma irritação na ponta do pênis.