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    Preços dos alimentos estão quase 30% mais baratos em Iranduba

    Diferença se deve à abertura da Central de Abastecimento de Iranduba, localizada no quilômetro 2 da rodovia Manoel Urbano (Manaus – Manacapuru) – fotos: Ione Moreno
    Diferença se deve à abertura da Central de Abastecimento de Iranduba, localizada no quilômetro 2 da rodovia Manoel Urbano (Manaus – Manacapuru) – fotos: Ione Moreno

    Com a eliminação dos atravessadores, que comercializavam produtos da agricultura familiar a um preço mais elevado, o consumidor amazonense pode agora comprar produtos hortifrutigranjeiros produzidos na Região Metropolitana de Manaus (RMM), com valor quase 30% mais baratos.

    A ação é possível graças à abertura da Central de Abastecimento de Iranduba (a 27 quilômetros da capital), localizada no quilômetro 2 da rodovia Manoel Urbano (Manaus – Manacapuru).

    De acordo com o produtor da Fazenda Santa Rosa (situada no quilômetro 13, da rodovia Manoel Urbano), Edney Marques, um saco de limão de 20 quilos é comercializado na capital por volta de R$ 60 e, na Central, os agricultores vendem a R$ 45 (redução de 25%).

    Outro exemplo, segundo ele, é o cento da laranja, que sai a R$ 30 em alguns pontos de Manaus, enquanto na Central custa R$ 25 (16% menos).

    Na feira, inaugurada no último dia 5 deste mês, a redução dos produtos regionais que são vendidos em atacado influencia na venda do varejo, que também oferta produtos mais em conta para o consumidor final.

    A ação, segundo os agricultores familiares de Iranduba e adjacências, proporciona ainda lucro de até 50% em relação ao período em que vendiam para os atravessadores.

    Daniel Nunes, 18, vendedor de hortaliças produzidas no bairro Alto, em Iranduba, disse que no primeiro final de semana de funcionamento da Central, no início do mês, o volume das vendas foi de R$ 3.400, sendo que neste último o valor superou R$ 4.000.

    Segundo ele, quando os produtores vendiam para os atravessadores não faziam nem R$ 500 por dia.

    A representante dos feirantes dos boxes da Central, Isa do Cacau, 38, informou que durante a semana o movimento ainda é fraco, mas no final de semana a feira fica tomada por visitantes.

    Ela revelou que investiu R$ 1.000 em produtos para comercializar neste último final de semana e, no final, teve lucro em torno de R$ 800.

    O secretário executivo de Turismo de Iranduba, Ney Lopes, enfatizou que novas ações estão sendo planejadas para aumentar o movimento na Central. Segundo ele, os feirantes e artesão que não tinham locais fixos ainda estão se acostumando com o local.

    Na feira, inaugurada no último dia 5 deste mês, a redução dos produtos regionais vendidos em atacado influencia no varejo, que também oferta produtos mais em conta para o consumidor
    Na feira, inaugurada no último dia 5 deste mês, a redução dos produtos regionais vendidos em atacado influencia no varejo, que também oferta produtos mais em conta para o consumidor

    Não são apenas os agricultores familiares que estão felizes com a boa fase dos negócios, as associações de artesanato da região, também destacam o volume comercializado durante a primeira semana de funcionamento da Central de Abastecimento de Iranduba.

    De acordo com a integrante da diretoria da Associação Vila Nova Paraná do Janauari, Vanda Duarte, 60, todos os artesão estão surpresos com a quantidade de produtos vendidos na Central.

    “Só neste final de semana, nossa associação vendeu mais de R$ 1.500”, disse.

    Para a presidente da Associação de Mulheres Jasmim, Cida Viana, a oportunidade que os artesãos estão tendo com a Central é evidente. Segundo ela, somente no domingo três ônibus com turistas estacionaram em frente da feira para que os turistas visitassem o local. “Não temos do que reclamar, pelo contrário, as vendas só melhoram à medida que o espaço se torna mais conhecido”, comentou.

    Produtos no lixo

    A satisfação com as vendas na Central de Abastecimento de Iranduba não é de todos os permissionários. Alguns feirantes, principalmente os que ficam nos boxes reclamam dos prejuízos que estão tendo por conta das baixas vendas.

    Eles também não estão satisfeito com a frente da feira, cujos boxes de artesanatos “tapam” a entrada do local, conforme informações deles.

    Bernardete Taveira da Silva, 46, disse que, só no domingo (14), perdeu mais de R$ 100 em produtos como laranja, abacaxi e abacate, que foram para o lixo porque não prestavam mais para serem comercializados.

    O feirante Rosimar More de Oliveira, 52, também registrou prejuízos em torno de R$ 100 com tucumãs e cocos.

    Vanda Maria Nascimento, 44, cujo marido é dono de um boxe na feira, contou que o esposo não quer ouvir falar em Central, porque não suporta mais jogar produtos no lixo, uma vez que não os vende.

    Por sua vez, a representante dos feirantes, Isa do Cacau, defendeu que os permissionários devem fazer um investimento menor durante a semana. Desta forma, não terão tantos prejuízos.

    Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)