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    Governador dá 'férias forçadas' a comandantes da Polícia Militar

    Até a substituição, a PM deverá continuar sob direção do comandante de Estado-Maior, Marcos César Moreira da Silva - foto: divulgação.
    Até a substituição, a PM deverá continuar sob direção do comandante de Estado-Maior, Marcos César Moreira da Silva - foto: divulgação.

    Acusados pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-AM) de articularem um esquema de apoio ao governador José Melo (Pros) na Polícia Militar (PM), o comandante-geral e o subcomandante da instituição, Eliézio Almeida e Aroldo da Silva, receberam férias por 30 dias. A medida foi publicada pelo Governo na última sexta-feira (19), um dia antes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acatar uma liminar que determinava o afastamento imediato dos dirigentes.

    Há menos de um mês a frente da PM, Eliézio Almeida teve o decreto de férias assinado por José Melo e pelos secretários Raul Zaidan (Casa Civil), Ligia Abrahim (Administração) e Afonso Lobo (Fazenda). Ainda na última sexta-feira, Aroldo Silva também teve as férias publicadas no Diário Oficial do Amazonas, assinadas pelo próprio comandante-geral. Ambos tiveram o início imediato do recesso, em período que vai até 18 de outubro, duas semanas após o fim das eleições.

    A medida para estancar os danos à campanha do candidato à reeleição, causados pela denúncia da PRE, foi tomada ainda antes de, no sábado, o TRE acatar a liminar da Procuradoria e determinar o afastamento imediato dos dirigentes. A denúncia ingressada Ministério Publico Eleitoral na última quarta-feira (17) acusa Melo, o candidato à vice, Henrique Oliveira (SDD) e o candidato a deputado estadual, Platiny Soares (PV), de terem praticado abuso de poder na PM, “aparelhando” a instituição.

    Procurada pela reportagem, a advogada da coligação do governador, Maria Benigno, afirmou que os decretos de férias não driblam o pedido de afastamento e atendem ao Tribunal.  “Quando a decisão saiu, eles (Eliézio e Aroldo) já estavam afastados por férias. Então, o cumprimento da liminar já foi esvaziado. Não há dúvidas que essas férias atendem ao pedido. Agora, vamos esperar a notificação para informar da situação deles”, afirmou.

    Crise

    A crise na pasta de Segurança e o uso do fator como artilharia pela campanha do senador Eduardo Braga (PMDB) foi tema de uma maratona de reuniões entre o titular da pasta, Paulo Roberto Vital, Melo e Raul Zaidan na manhã de ontem. A campanha do governador cancelou as agendas do dia para preparar defesas para os ataques que poderiam surgir sobre o assunto durante debate da Record News, realizado na noite de ontem.

    Apesar do encontro entre Vital e Melo, os dois nomes que deverão substituir Elésio e Aroldo não foram revelados pelo governo até a noite de ontem. A previsão é de que o anúncio possa acontecer hoje, quando os dois dirigentes deverão convocar uma coletiva de imprensa para falar da investigação do MPE. Até a substituição, a PM deverá continuar sob direção do comandante de Estado-Maior, Marcos César Moreira da Silva.

    Na TV, Braga ataca

    A questão da segurança foi ontem a protagonista do programa de TV de Eduardo Braga. Na peça, o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) aparece em um fundo preto, destacando uma maratona de acontecimentos relacionados ao setor nos últimos meses. A peça exibe noticiários sobre exonerações e nomeações na SSP, além de destacar uma série de ocorrências como assaltos a bancos e crises carcerárias, com depoimentos de populares.

    Em resposta, o programa de José Melo repetiu a estratégia usada nos últimas peças veiculadas. O programa mostra casos de falta de segurança durante a gestão de Braga e diz que “o eleitor tem memória” para lembrar os fatos. O governador defendeu medidas e anunciou programas para o setor. A crise na segurança foi tema também do programa do deputado Marcelo Ramos (PSB), que apareceu ao lado do candidato à vice, Junior Brasil (PSB), citando propostas no setor.

    Por Raphael Lobato (Jornal EM TEMPO).