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    Casamento na prisão: juiz oficializa união de dez detentos no Puraquequara

    Casamento coletivo uniu dez detentos com suas companheiras - foto: Arthur Castro
    Casamento coletivo uniu dez detentos com suas companheiras - foto: Arthur Castro

    Um lugar onde normalmente há um clima de tensão e tristeza ganhou ares românticos na tarde desta quinta-feira (25), quando foi realizado um casamento coletivo de dez detentos da unidade prisional do Puraquequara, na Zona Leste de Manaus.

    O casamento foi feito entre presos que estavam noivos ou comprometidos antes de irem para o presídio e, agora, puderam se unir oficialmente com suas companheiras.

    A união civil foi realizada pelo juiz Luiz Cláudio Chaves, da 4ª Vara de Família. Segundo ele, a ideia do casamento coletivo surgiu há um ano, quando esteve no presídio para realizar algo bem diferente. “Eu realizei um divórcio lá no ano passado e pensei ‘por que não fazer um casamento?’”, afirmou o juiz.

    A demora de um ano até conseguir realizar a ação aconteceu, segundo ele, pela dificuldade de documentação dos detentos. “Era para serem realizados 30 casamentos hoje (quarta-feira), mas por causa dessas dificuldades somente dez conseguiram”, falou o magistrado.

    Para o juiz Luiz Cláudio, a realização do casamento coletivo em um presídio, além de unir os casais, serve como um símbolo para mostrar que os presos continuam com os direitos normais de cidadãos. “Eles só perderam o direito da liberdade e ações de união como essa podem ajudar os detentos a se reinserir melhor na sociedade. Afinal, a família é tem um papel fundamental nisso”, disse.

    Para os próximos meses é esperado que mais casamentos coletivos ocorram, tendo em vista a quantidade de interessados. “Além disso, é desejo dos detentos que mais ações assim ocorram no local”, conclui o juiz Luiz Cláudio.

    Por Equipe EM TEMPO