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    Incidente faz Defesa Civil condenar casas da comunidade da Sharp

    Em torno de 3 mil famílias moram no local. Estruturas de alguns imóveis estão ameaçadas – foto: Raimundo Valentin
    Decisão ocorreu após parte de uma das palafitas afundar, neste domingo (28). Em torno de 3 mil famílias moram no local, onde as estruturas de alguns imóveis já estão ameaçadas – foto: Raimundo Valentin

    Cinco famílias do beco da Caloi, localizado na comunidade da Sharp, Zona Leste de Manaus, tiveram suas casas condenadas pela Defesa Civil de Manaus na manhã deste domingo (28), após uma palafita ter a estrutura danificada .

    O incidente aconteceu na casa do ferreiro armador, Flávio Lima dos Santos, 40. Este conta que um ruído forte, seguido do afundamento do ambiente usado como sala, assustou a família, formada por ele, a esposa e dois filhos.

    “Só deu tempo de pularmos para fora de casa. Infelizmente, temos que morar nessas palafitas. Não tenho condições de ir para um lugar melhor, já fomos cadastrados pelo governo, mas até agora nada”, lamentou, ao informar que está inscrito no Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

    O lugar que abriga em torno de 3.000 famílias, foi fundado em cima de um igarapé e, por isso, os incidentes com a quebra das estruturas são constantes, conforme informaram um grupo de moradores do local.

    “Isso acontece toda hora, mas dessa vez foi grave e deve servir para alertar os representantes políticos, que uma hora ou outra um desastre vai acontecer”, disparou a flanelinha, Zeneide Alves, 39.

    Um dos prejudicados pelo abalo, o comerciante Francisco Queiroz Gomes, 32, falou com os olhos marejados pelas lágrimas, que está cansado das promessas que aparecem em tempo eleitoral.

    “Se estamos nessa situação, é porque não temos condições de viver em algo melhor. O que parece, é que somos apenas voto. Parece que eles esquecem que somos gente, que sofremos e, principalmente, que contribuímos com os impostos cobrados”, ressaltou.

    A artesã Sonia da Conceição Brito, 33, teve que assistir aos homens da Defesa Civil, derrubarem a parte superior do imóvel que ocupava há cinco anos, com os seis filhos de 14, 12, 9, 8, 6, 3 e 9 meses.

    “Como parte dos fios de energia do vizinho estava apoiada na extremidade da minha casa, não deu outra: fomos puxados. Graças a Deus que ninguém se feriu”, contou.

    Necessidade de isolamento

    Segundo o Diretor de Operações e engenheiro da Defesa Civil de Manaus, Cláudio Belém, foi constada a necessidade de isolamento da área e desocupação dos imóveis afetados.

    Conforme explicou Belém, tão logo o problema foi identificado, os profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), que são encarregados de trabalhar para o cadastro de viabilidade do programa de aluguel social, foram acionados.

    “Nossa competência foi verificar o estado dos imóveis. Agora, vamos trabalhar para demolir os espaços, afim de evitar novas ocupações”, explicou.
    Representando a secretaria, a gerente Iracilda Nascimento, conversou com os comunitários e coordenou o cadastro sócio econômico das famílias.

    “Estamos a par dessas questões, agora vamos organizar para que eles possam receber o auxílio de R$ 300 dado pela Prefeitura. Com esse beneficio, eles poderão alugar um novo espaço, para aguardar as chamadas para os programas sociais nos quais foram inscritos”, concluiu.

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