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    Carregado de drogas, avião pilotado por amazonenses é abatido na Venezuela

    Segundo informações de sites de noticias do país vizinho, a aeronave transportava 616 pacotes de cocaína, vindos da Colômbia - foto: reprodução
    Segundo informações de sites de noticias do país vizinho, a aeronave transportava 616 pacotes de cocaína, vindos da Colômbia - fotos: reprodução

    Um avião pilotado por dois amazonenses, identificados como Klender Hideo De Paula Ida, 24, e Fernando César Silva da Graça, 29, foi abatido na madrugada do último domingo (24) pela Força Aérea Venezuelana (FAV), quando retornava para o Brasil. Segundo informações de sites de notícias do país vizinho, a aeronave transportava 616 pacotes de cocaína, vindos da Colômbia.

    Conforme informações, o avião, modelo Embraer EMB-820C NAVAJO, de prefixo PT-RCN, foi derrubado em Ricaurte, no Estado de Cojedes, na Venezuela. O voo teria saído de Manaus no sábado (23), estava sendo pilotado por Kender Hideo e o prefixo real do avião teria sido ‘escondido’ para despistar as autoridades venezuelanas.

    A publicação ainda informou que a aeronave foi detectada no Estado de Puerto Ayacucho, fronteira com a Colômbia e próximo a São Gabriel da Cachoeira (a 853 quilômetros de Manaus) e que as autoridades enviaram aviões tipo caça F-16 para abordar o avião pilotado pelos amazonenses.

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    De acordo com a  Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), o avião Embraer conseguiu  despistar  dois aviões que o seguiam, e sinalizaram que as aeronaves parassem, sumindo dos radares, devido ao mal tempo na cidade de da cidade de Elorza.

    A Força Aérea pediu que o piloto desistisse do voo e iniciasse o procedimento de pouso. Eles não obedeceram as orientações fugiram dos caças, que abriram fogo e abateram o avião.

    Segundo os sites, os corpos dos amazonenses foram encontrados parcialmente carbonizados. No avião, além das drogas, foram achados US$ 500 dólares, BRL 1.700 pesos colombianos, R$ 3 reais em moedas, dois telefones via satélite e os pertences dos pilotos.

    Itamaraty
    A reportagem do EM TEMPO Online entrou em contato com Itamaraty, que através da assessoria, confirmou a morte dos amazonenses, que tiveram a aeronave abatida no espaço aéreo venezuelano.

    O Ministério de Relações Exteriores informou também que o governo venezuelano constatou que os dois estavam realmente transportando os entorpecentes. A assessoria disse ainda que o avião não tinha autorização para sobrevoar no território do país vizinho.

    O Itamaraty explicou que o traslado dos corpos é de responsabilidade da família e que o governo poderá apenas auxiliar com o levantamento das despesas funerárias.

    Aeroclube

    O EM TEMPO Online obteve informações no Aéreo Clube do Amazonas, que a aeronave pertencia a empresa de táxi aéreo Jamiltur, mas que foi  vendida para terceiros há  três meses.

    Ainda segundo informações, Klender tinha o documento que dá permissão para pilotar aviões, o ‘Brevê’. O rapaz era piloto particular e não fazia parte de nenhuma empresa amazonense, mas prestava serviço para quem o contratasse.

    Segundo informações, o avião estava sendo monitorado pela Polícia Civil, mas a assessoria negou o monitoramento.  Uma fonte policial informou que Fernando é primo de um traficante de Tabatinga, identificado como ‘ Curica’ e que o destino dos pilotos seria o município.

    Klender também foi acusado de fazer transporte ilegal de turistas durante a Copa do Mundo, o fato chegou até ser veiculado em um programa de TV nacional. Na ocasião, o rapaz teria transportado turistas de Barcelos para Manaus. O caso só foi descoberto porque a aeronave, que pilotava, ficou sem combustível e teve que fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

    Comoção

    Nas redes sociais, amigos e familiares comentaram com tristeza a morte do piloto. A reportagem do EM TEMPO Online entrou em contato com um amigo de Klender Hideo, que não quis se identificar, que afirmou que a  família  está muito abalada e ainda não  acredita na morte do rapaz.

    Lei do abate

    O Governo Venezuelano sancionou a Lei de Controle e Defesa do Espaço Aéreo. A regulamentação, aprovada na Assembleia Nacional (NA) em 2012, permite que  o  abate de aeronaves que estejam voando  clandestinamente ou ilegalmente no espaço aéreo do país, realizando atividades ilícitas ligadas com o tráfico de drogas.

    De acordo com a Lei do Abate da Venezuela, a aeronave que entrar ilegalmente no espaço aéreo do país será pacificamente convidada a aterrissar, caso não seja atendido às exigências a aeronave é derrubada por desobediência.

    “A Venezuela não produz drogas, mas é um dos países com maior importância na passagem de psicotrópicos (estimulantes) da Colômbia para o México e os Estados Unidos”.

    A Lei estabelece as normas gerenciais das medidas e de ações de controle para defesa integral do espaço aéreo, terrestre e marítimo do país sul-americano.

    Esse dispositivo jurídico permite aplicações de sanções de interceptação, persuasão ou inutilização de qualquer aeronave ou objeto que viole as disposições aéreas e de navegação.

    Aviação Militar da Venezuela

    A aviação militar venezuelana dispõe de aeronaves de combate nos modelos: caças - Sukhoi Su-30, F-16 Fighting Falcon, K-8W, helicópteros - Mil Mi-26, Mil Mi-24, Eurocopter AS532 Cougar, aviões - C-130 Hercules, Embraer EMB-312 Tucano (fabricação brasileira), que são empregados na interceptação aérea.

    Por equipe EM TEMPO Online