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    No bairro da União, rapaz é morto com tiros nas nádegas; família suspeita de milícia

    Populares informaram que na noite anterior alguns ‘batedores’ chegaram a extorquir algumas pessoas do bairro. - foto: Henderson Martins
    Moradores mostram projéteis encontrados após os assassinatos. - foto: Henderson Martins

    O desempregado Eriwelton Barbosa da Silva, 19, morreu após ser atingido por dois tiros na madrugada dessa quinta-feira (11), no beco Green Welle, localizado no bairro União, Zona Centro-Sul de Manaus.

    Os disparos atingiram as nádegas e a perna do rapaz. Segundo a mãe de Eriwelton, que não quis ter a identidade revelada, a forma como a vítima foi executada é semelhante a outros homicídios que ocorreram no bairro. A mãe de Eriwelton desconfia que as mortes sejam ação de uma milícia formada por ‘policiais batedores’.

    De acordo com testemunhas, os suspeitos chegaram num carro de cor preta, modelo Celta, e efetuaram vários disparos. A vítima ainda tentou fugir, entretanto foi alvejada.

    "Eles chegaram encapuzados, estacionaram o carro e ficaram escondidos. Quando Eriwelton passou, foi surpreendido pelos disparos. Ele ainda conseguiu correr por dez metros, mas foi atingido e caiu. Ainda tentamos socorrê-lo", contou uma das testemunhas.

    Populares informaram que na noite anterior alguns ‘batedores’ chegaram a extorquir algumas pessoas do bairro.

    Eriwelton era usuário de drogas e, conforme a mãe, ele já havia sido preso por tráfico de entorpecentes. A polícia não descarta a possibilidade de acerto de contas e desmentiu a possível atuação de uma milícia no bairro, mas que vai investigar o caso.

    ‘Batedores’

    Outra moradora da área, que também não quis se identificar, contou ao EM TEMPO Online que pelo menos sete pessoas foram assassinadas no bairro. Entre as vítimas, estava o seu filho, que foi assassinado há pelo menos sete meses.

    Várias casas do bairro possuem marcas de balas. - foto: Henderson Martins
    Várias casas do bairro possuem marcas de balas. - foto: Henderson Martins

    "Não tem sete meses que meu filho morreu da mesma forma. Vários homens chegam encapuzados e começam a atirar. Ontem ouvi pelo menos sete tiros. Aqui temos crianças, as casas estão todas furadas pelos tiros. Não aguentamos mais tanta insegurança. Fomos esquecidos pelo poder público”, disse a moradora.

    Por Henderson Martins (especial EM TEMPO Online)