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    Terceirizados da Moto Honda realizam protesto em Manaus

    Operários terceirizados da Moto Honda fizeram ato em frente à sede da empresa, na Zona Sul – foto: Diego Janatã
    Operários terceirizados da Moto Honda fizeram ato em frente à sede da empresa, na Zona Sul – foto: Diego Janatã

    Ao menos 500 operários da construção civil de Manaus, que prestam serviços terceirizados à Moto Honda da Amazônia, no Distrito Industrial 1, Zona Sul, cruzaram os braços, na manhã de ontem (7), em frente à sede da empresa, para protestar contra o não pagamento de benefícios trabalhistas e por melhorias na condição de trabalho.

    O ato, que durou pouco mais de uma hora, foi realizado para pedir a regularização dos pagamentos de diárias e dos contratos trabalhistas - que, segundo os operários, estão sendo negociados com prazo de uma semana -, o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI), a instalação de um refeitório para os trabalhadores e o fim da exigência da nota fiscal para a realização do pagamento do salário.

    Revolta

    De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Montagens e Manutenção Industrial, Construção e Montagem de Gasodutos e Oleodutos e Engenharia Consultiva de Manaus (Sintracomec-AM), Cícero Custodio, a empresada que presta serviços à Moto Honda, junto com outras dez empresas, não estaria cumprindo com as normas trabalhistas há meses, deixando os servidores revoltados com a situação.

    Além desse problema, Cícero destacou que muitos dos trabalhadores que paralisaram as atividades na manhã de ontem estão sofrendo assédio moral por parte de alguns líderes da empresa.

    “Esse desrespeito com o trabalhador acontece há algum tempo. Essas empresas têm feito vista grossa em relação às reinvindicações dos operários e a Moto Honda até agora não se manifestou sobre o assunto”, disse o presidente do Sintracomec-AM.

    Segundo ele, quando a diretoria é procurada, ela sempre alega que a responsabilidade dos pagamentos e outras situações devem ser tratadas com a empresa que assinou a carteira do trabalhador.

    “Os operários não tem um refeitório. Por várias vezes, tomam o café da manhã na calçada. São obrigados a emitir nota fiscal na prefeitura para receber o salário. Todos trabalham sem equipamentos de segurança, os que conseguem algum EPI têm que pagar aluguel. A Help Engenharia é a empresa com mais irregularidades, ela sempre faz contrato de oito dias, sendo que a lei determina que no mínimo o contrato seja de 30 dias”, disse.

    Cícero ressaltou que hoje operários da construção civil realizarão uma segunda manifestação na frente da sede da Moto Honda.

    Conforme o presidente do Sintracomec-AM,  a paralisação, desta vez, será geral na empresa até que uma solução definitiva seja anunciada e oficializada pela direção da filial da multinacional no Amazonas.

    Por Gerson Freitas