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    Após quatro horas de revista, detento é encontrado morto no CDPM

    O detendo foi encontrado pelos próprios agentes carcerários com hematomas  nas costas e nas nádegas – foto: divulgação
    O detendo foi encontrado pelos próprios agentes carcerários com hematomas nas costas e nas nádegas – foto: divulgação

    Após uma revista  de quatro horas nas celas e pavilhões do Centro de Detenção Provisória Masculina (CDPM), localizado no quilometro 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), o detento Roberto Moreira Moraes, 31, foi encontrado morto, na tarde de segunda-feira (13),  em uma das celas da unidade prisional.

    De acordo com a Polícia Militar, o detento apresentava hematomas nas costas e nas nádegas. O Instituto Médico Legal (IML) informou que a causa da morte foi por overdose, mas o laudo conclusivo só sai em 30 dias.

    Conforme o irmão do presidiário, o segurança Raimundo Moraes, 43, o irmão passou por uma cirurgia há três anos, mas nunca se recuperou totalmente, já que meses depois do procedimento, ele foi preso e o tratamento foi interrompido. “Depois que ele foi preso. Ele conseguiu ir para o semiaberto  e o tratamento foi retomado, mas acabou se envolvendo com as drogas novamente, e acabou sendo preso de novo”, relatou.

    O irmão de Roberto disse ainda que ele era usuário de drogas desde os 12 anos de idade e acabou  pegando uma infecção cirúrgica devido ao uso  frequente dos entorpecentes. “Eu não sei se ele estava sendo ameaçado, mas eu afirmo que ele já estava muito mal lá, porque a cirurgia dele estava infeccionada e quase todos os dias ele tomava remédios fortes porque sentia muitas dores e febre”, afirmou o vigilante.

    Consta no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que Roberto tinha três passagens pelos crimes de tráfico de drogas.

    Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que o detento foi encontrado morto pelos próprios agentes carcerários. A secretaria afirmou ainda que não foram encontrados nenhum sinal de violência que indique homicídio no corpo da vítima.

    Por  Ana Sena