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    Venda de remédios em Manaus tem queda de 30%

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    O faturamento das distribuidoras de medicamentos de Manaus vem despencando nos últimos noves meses, segundo informações de representantes do setor. Empresários afirmam que um dos fatores que agravou a queda nas vendas, que vem sendo registrada desde novembro de 2014, foi à greve da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que durou pouco mais de 50 dias.

    Nem mesmo a grande procura por medicamentos nas drogarias da capital vem conseguindo aquecer o setor de distribuição do produto, que já apresenta redução de 30% na comercialização.

    Ao contrário da pesquisa nacional divulgada recentemente sobre o aumento de 17,11% obtido nos primeiros cinco meses deste ano, os representantes de Manaus alegam que o estudo não apontou o verdadeiro cenário de crise que a indústria de remédios vem enfrentando.

    De acordo com a gerente da Formoso Distribuidora de Medicamentos, Ivana Formoso, além da atual situação econômica do país, as vendas das distribuidoras locais vem sendo prejudicadas com a falta da liberação do produto dentro do prazo, devido à greve da Suframa que durante dois meses vinha segurando as mercadorias.

    “A realidade é que o setor vem passando por uma das piores crises. Essa queda vem sendo notada desde o final do ano passado e piorou nos dois últimos meses quando a Suframa decidiu entrar de greve e suspendeu a liberação de mercadorias. A autarquia alega que parte de medicação e alimentação estava com as cargas liberadas, mas isso não é verdade. Após a realização dos nossos pedidos, passamos quase 60 dias para receber a mercadoria, o que influencia e muito na queda das vendas. Até hoje, já registramos uma redução de 30% na comercialização. A nossa expectativa é que o setor volte a respirar nos próximos meses. Essa semana já notamos que a queda nas vendas deu uma estagnada”, disse a empresária.

    O mesmo cenário de crise pode ser vista nas principais redes de drogarias da capital. Segundo os administradores, com a falta de remédios nas prateleiras, as vendas caíram aproximadamente 10% nos meses de junho e julho, no comparativo com o mesmo período do ano passado.

    “Até maio as vendas estavam boas, mas em junho e julho registramos uma queda bastante significativa. A greve da Suframa refletiu nessa baixa. Nas últimas semanas já faltava remédios no estoque. Tivemos o abastecimento minimizado e os medicamentos não estavam chegando na rede da forma certa. Notamos nesses dois meses uma queda de 10% nas vendas e não podemos afirmar se essa crise irá continuar ou se irá dá uma melhorada com o fim da paralisação da Suframa”, salientou uma gerente da FlexFarma, que pediu anonimato.

    A autônoma Conceição Oliveira comentou que devido à falta de medicação nos postos de saúde do Município e Estado, vem sendo obrigada a procurar a rede privada para adquirir remédios. No entanto, Conceição que compra medicações de 15 em 15 dias, ressaltou que percebeu nas últimas semanas a escassez de vários remédios nas principais drogarias.

    Por Gerson Freitas