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    Falta de qualificação ‘barra’ deficientes no mercado de trabalho amazonense

    Empresas do Estado apostam na qualificação de pessoas com deficiência para atuar no mercado local – foto: divulgação
    Empresas do Estado apostam na qualificação de pessoas com deficiência para atuar no mercado local – foto: divulgação

    Deficientes físicos estão perdendo oportunidades no mercado de trabalho do Amazonas por falta de qualificação profissional. A realidade leva empresas de recursos humanos a apostarem em cursos de capacitação para facilitar a inserção dessas pessoas nas vagas existentes.

    No Estado, existem pelo menos 790 mil pessoas com algum tipo de deficiência física, conforme a Strategic Advenced, empresa especializada em recrutamento, capacitação e formação de novos profissionais. Mais da metade está fora do mercado de trabalho devido à falta de qualificação, formação acadêmica e até mesmo por falta de incentivo da própria família, aponta a empresa.

    Outro problema é a falta de estrutura por parte do governo no ensino, dificultando o acesso. O Centro de Formação Profissional Especial da Strateg Advenced realiza, nos últimos anos, cursos profissionalizantes nas áreas de analista de sistema, desenvolvimento de software, técnico de informática e serviço de atendimento ao público.

    O gerente do centro de formação Robson Topgni, explica que a empresa trabalha com essas quatro áreas, justamente, para que o profissional com deficiência seja inserido no mercado de trabalho, não pela Lei de Cotas que determina a contratação desse público, mas pela capacitação e pela qualificação.

    “Hoje as empresas estão bastante exigentes em relação à qualificação dos candidatos com deficiência física. Pensando nisso, implantamos o centro de formação especial que oferece curso em áreas fortes. O nosso maior objetivo é fazer com que as pessoas com deficiência não sejam incluídas no mercado por meio de cotas e sim pela competência”, disse.

    Indústria
    Segundo o Sistema Nacional de Emprego (Sine-Amazonas), do total de vagas oferecidas nos últimos meses pelas empresas parceiras do órgão, 50% são destinadas às pessoas com deficiência física, sendo que na maioria das vezes, essas vagas não são preenchidas, por falta de interesses dos candidatos.

    O gerente de Qualificação e Inserção, Luíz Afonso, explicou que atualmente as vagas mais disputadas pelos candidatos com deficiência física, são as do Polo industrial de Manaus (PIM), por oferecer diversos benefícios, o que dificilmente é ofertado pelo comércio.

    “Lógico que a falta de qualificação, e até mesmo de escolaridade, dificulta a contratação de pessoas com deficiência nas empresas privadas. Muitos almejam trabalhar na indústria pelos benefícios, como por exemplo plano de saúde, odontológico, entre outros. São benefícios que o comércio e outros setores não oferecem. Os postos que não sejam do polo, ficam abertos por um bom tempo à espera de um concorrente”, salientou o gerente.

    Luíz ressaltou que o Sine-Amazonas tinha uma parceira com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), no ano passado, para a aplicação de curso profissionalizante, mas o projeto enfraqueceu e, em 2015, o Sine- Amazonas está sem trabalhos de qualificação da mão de obra.

    Por Gerson Freitas