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    Servidores federais no Amazonas fazem protesto contra veto de Dilma

    O protesto contra o veto da presidente Dilma aconteceu em frente ao Teatro Amazonas - foto: Arthur Castro
    O protesto contra o veto da presidente Dilma aconteceu em frente ao Teatro Amazonas - foto: Arthur Castro

    Membros do Sindicato dos Servidores da Justiça Eleitoral do Estado do Amazonas (Sinjeam) realizaram um protesto na tarde desta terça-feira (11), em frente ao Teatro Amazonas, no largo São Sebastião, centro de Manaus. Com faixas e cartazes, os manifestantes exigem que o projeto de lei da Câmara (PLC) de número 28/2015, que concede reajuste salarial à categoria, seja analisado pelo Congresso Nacional.

    De acordo com a presidente do sindicato, que engloba as esferas da Justiça Federal, Justiça Federal do Trabalho e Tribunal Regional Eleitoral, Bárbara Almeida, o ato refere-se à derrubada do veto ao PLC, que concede reajuste salarial aos servidores do Poder Judiciário Federal de 56%. A data escolhida foi devido ao dia 11 de agosto ser comemorado o Dia da Justiça.

    “Estamos aguardando que o veto não seja derrubado e que possa ser analisado pelo Congresso. A data escolhida para o protesto marca exatamente o Dia da Justiça e o teatro por ser o ponto turístico da capital”, disse Bárbara.
    A manifestação reuniu em torno de 35 servidores (segundo os organizadores), que cobraram o reajuste salarial de nove anos. “A nossa ideia é derrubar o veto para ter o direito à reposição salarial. A campanha está em todos os Estados brasileiros”, explicou a presidente do Sinjeam.

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ricardo Lewandowski, é o autor do PLC e diz que é favorável à aprovação da proposta no Congresso. O texto está em trâmite após receber veto da presidente Dilma Rousseff (PT).

    Manifestação estudantil

    Paralelo ao protesto do Sinjeam, no mesmo local, aconteceu o manifesto da classe estudantil da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua) e o Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Amazonas (Sintesam). O movimento realizado no ato é contra a redução da maioridade penal e os cortes de verbas na educação estabelecidas pelo governo federal. O total de recursos cancelados chega a R$ 16 bilhões de reais.

    Por Josemar Antunes

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