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    Encontrado na AM-070 corpo de líder comunitária sequestrada ontem em Iranduba

    A mulher foi sequestrada na noite de ontem e o corpo encontrado na manhã desta quinta - foto: Janailton Falcão
    A mulher foi sequestrada na noite de ontem e o corpo encontrado na manhã desta quinta - foto: Janailton Falcão

    O corpo da líder comunitária Maria das Dores dos Santos Salvador, 52, conhecida como ‘Dora’, foi encontrado na madrugada desta quinta-feira (13), na comunidade Santa Lucia, localizada no quilometro 40, da AM-070, no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus).

    A mulher foi sequestrada na noite de ontem (12), por volta das 19h, de dentro da própria casa, localizada na comunidade Portelinha, também em Iranduba.

    O companheiro da vítima, o professor Gerson Priante, informou à polícia que cinco homens armados entraram na casa dele, agrediram fisicamente a sua companheira e fugiram levando a mulher.

    Segundo a polícia, o principal suspeito de ter cometido o crime é Adson Dias da Silva, vulgo ‘Pinguelão’, com quem a vítima tinha uma briga pessoal referente a lotes de terra.

    Há dois anos, a vítima e o suposto autor brigavam pela liderança da comunidade. Ambos se apresentavam como presidentes do local, por esse motivo as brigas e ameaças eram constates.

    O companheiro da vítima disse que ‘Pinguelão’ seria traficante e que responde a 10 processos por estelionato. Há um mês, o irmão e o pai dele foram presos pela Polícia Federal com várias armas.

    O deputado José Ricardo (PT) informou na manhã desta quinta que a vítima esteve no ultimo dia 24 de junho na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) denunciando sofrer ameaças de morte por parte de Adson.

    “Lamentamos a morte dela, uma mulher que lutava pelos direitos da comunidade. Estou reforçando o pedido ao secretario de segurança publica para identificar e punir o suspeito do crime”, disse o deputado.

    O delgado titular do 31º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Paulo Mavignier, confirmou que a morte tem ligação pela disputa de terras na comunidade Portelinha. A vítima foi torturada e morta com 12 tiros de PT 40.

    O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para fazer a remoção do corpo.

    Por Mara Magalhães