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    Em Manaus, atendimento agilizado é descartado pelo INSS

    Devido à falta de oficialização de acordo entre o governo federal e os servidores, INSS não pretende agilizar serviços afetados pela greve - foto: Ione Moreno
    Devido à falta de oficialização de acordo entre o governo federal e os servidores, INSS não pretende agilizar serviços afetados pela greve - foto: Ione Moreno

    Com a volta dos servidores ao trabalho nessa segunda-feira (28), após o encerramento, no dia 25, da greve que durou quase 60 dias, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) descartou alterar o horário de atendimento para agilizar os pedidos de aposentadoria que ficaram pendentes durante o movimento grevista.

    Ontem (28), o movimento nas agências do INSS, em Manaus, foi tranquila e sem filas, das das 7h às 17h.

    O INSS informou que o acordo entre o governo federal e o comando de greve, que pôs fim a manifestação nacional, ainda não foi assinado. Segundo o Instituto, por este motivo não foram programadas alterações no cronograma de atendimento nas 25 agências do Estado.

    Para evitar transtornos e deslocamentos desnecessários dos segurados ás agências de atendimento, o Instituto orienta que, antes de procurar um posto, o cidadão entre em contato com a central 135 para obter informações sobre a situação do atendimento e os serviços disponíveis.

    No Amazonas, uma ordem judicial garantiu que no mínimo 70% dos funcionários mantivessem o atendimento durante a greve. O INSS não contabilizou o número de pedidos de aposentadorias que ficou comprometido ou foi adiado no período da paralisação. Em todo país, 15 milhões de pessoas foram prejudicadas.

    Acordo

    A greve no INSS foi encerrada após os servidores aceitarem a proposta de aumento salarial de 10,8%. Uma parcela deve ser repassada no mês de agosto de 2016 e a outra, em janeiro de 2017.

    Os servidores reivindicavam um reajuste salarial de 27,5%, com aumento gradual nos próximos quatro anos. Também exigiram melhorias das condições de trabalho, realização de concurso público, incorporação das gratificações e a mudança para 30 horas de trabalho semanal.

    De acordo com o coordenador do movimento grevista em Manaus, Afonso Nascimento, o governo federal estava sendo omisso nas pautas de reivindicações da categoria desde julho de 2014, mas no final da semana passada decidiu apresentar contra-propostas aos servidores, tais como a incorporação de gratificações à aposentadoria, progressão funcional dos servidores que entraram depois de 2004, de forma parcelada começando a partir de 2017, suspenção do Reath - sistema que permitia a perda salarial de 30% -, e os reajustes nos auxílios de alimentação e creche.

    Segundo Nascimento, pouco mais de 35% dos servidores aderiram à paralisação, o que justifica não ter tantos serviços à população interrompidos durante o período de greve. “Podemos garantir que todos serão atendidos na medida do possível e o quanto antes. Ninguém será prejudicado”, disse.

    Por Ive Rylo