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    Crise leva Heineken a fechar as portas em Manaus

    A previsão é que até abril de 2016, todas as atividades da cervejaria, no bairro da Glória, sejam encerradas – foto: reprodução
    A previsão é que até abril de 2016, todas as atividades da cervejaria, no bairro da Glória, sejam encerradas – foto: reprodução

    A crise econômica que afeta todo o país levou a direção da Heineken do Brasil a fechar as portas da empresa em Manaus. A previsão é que até abril de 2016, todas as atividades da cervejaria, localizada no bairro da Glória, sejam encerradas.

    Funcionários e consumidores lamentaram o fechamento, anunciado na noite desta quinta-feira (15) pelo prefeito Artur Virgílio Neto (PSDB), por meio de uma rede social.

    Uma colaboradora que preferiu não se identificar, afirmou que todos da empresa ficaram bastante tristes com a notícia. “A perda foi enorme, estamos realmente muito tristes com a notícia. A Heineken foi uma escola e uma família para todo mundo”, disse. Outros funcionários publicavam em redes sociais o sentimento de perda pelo fechamento da empresa.

    Artur Neto disse que foi procurado pelo executivo de assuntos corporativos da Heineken no Brasil, Lucas Câmara, e que este teria afirmado que não há mais como investir na cidade, pois o retorno financeiro não compensaria.

    “Analisando a crise econômica brasileira, o executivo disse que as cervejarias, até o momento, não sentem muito os efeitos da recessão, que já atingiu vários setores, como o automobilístico e o da linha branca. Entretanto, segundo ele, não cabe mais investir em Manaus e a decisão já está tomada pela cúpula da empresa”, publicou Arthur.

    Em Manaus, a Heineken emprega 56 funcionários e, de acordo com a assessoria da empresa, a maioria será desligada até abril de 2016. Alguns, porém, poderão ser transferidos, caso haja interesse de ambas as partes.

    A distribuição na capital continuará sendo feita por meio da parceria com o Sistema de Distribuição Coca-Cola.

    A decisão foi tomada com base em estudos de viabilidade de mercado. A produção antes feita em Manaus será transferida para as unidades de Pacatuba (CE), Ponta Grossa (PR) e Araraquara (SP).

    Por Asafe Augusto