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    Vigilantes demitidos da Visam protestam por direitos trabalhistas

    Os 320 profissionais estavam cumprindo aviso prévio desde o dia 16 de setembro - foto: divulgação
    Os profissionais demitidos estavam cumprindo aviso prévio desde o dia 16 de setembro - foto: divulgação

    Um grupo de pelo menos 200 vigilantes protestou na manhã desta sexta-feira (16), em frente à sede da empresa Vigilância e Segurança da Amazônia Ltda. (Visam), na rua Tito Bitencourt, São Francisco, Zona Centro-Sul, contra a falta de pagamentos de direitos trabalhistas.

    Os manifestantes fazem parte de um grupo de 320 profissionais demitidos pela empresa no mês passado, cuja homologação das rescisões deveria ter ocorrido hoje, na desse do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Manaus (Sindvam), localizado na rua 5 de Fevereiro, Betânia, Zona Sul.

    “Foi acertado que a homologação seria hoje, mas como ninguém da empresa compareceu ao local no horário combinado, resolvemos ir para  frente da empresa cobrar os direitos dos trabalhadores”, disse Ângelo André Lima, delegado do Sindvam.

    O sindicalista acrescentou ainda que as indenizações giram em torno de R$ 5 milhões e que a empresa está sem reservas para cumprir com o compromisso.

    A manifestação teve início por volta das 9h30 e seguiu até 11h30, quando finalmente trabalhadores e representantes da empresa chegaram a um acordo.

    “Após muita conversa, a direção da Visam chamou o jurídico do sindicato, membros da diretoria e uma comissão formada por trabalhadores. A proposta foi chamar, entre os dias 26 e 29, grupos de 80 trabalhadores, por ordem alfabética, sendo 40 de manhã e 40 à tarde, para fazer os acertos”, informou o secretário geral do Sindvam, Paulo Dora Siqueira.

    O secretário do Sindvam também esclareceu que, nesse período, serão entregues os termos rescisórios para movimentação do Seguro-desemprego e liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Já as indenizações serão pagas conforme as audiências no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) forem acontecendo, em datas ainda a serem agendas.

    “A proposta foi votada em uma assembleia que aconteceu logo após a reunião e aceita por unanimidade pelos trabalhadores”, enfatizou Paulo Siqueira.

    O representante sindical informou ainda ao EM TEMPO Online que os 320 profissionais estavam cumprindo aviso prévio desde o dia 16 de setembro, quando foram demitidos em função do Estado não ter renovado com a Visam o contrato para o atendimento da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), onde trabalhavam cerca de 600 vigilantes.

    “Ocorre que, além do Estado não renovar, ainda atrasou a verba para a empresa pagar os direitos dos trabalhadores”, comentou.

    A reportagem entrou em contato com o proprietário da Visam, José Pacheco, para ouvir a versão da empresa, mas o empresário se limitou a confirmar as informações do Sindvam e disse que não tinha mais nada a declarar.

    Corte

    Em julho deste ano, o governador José Melo anunciou, por meio da Casa Civil, que ria fazer uma drástica redução em alguns serviços terceirizados, como segurança e conservação, no intuito de economizar R$ 600 milhões do orçamento até o fim do ano.

    Uma das medidas com esse objetivo era a substituição dos vigilantes armados nos órgãos públicos do Estado por vigias, os chamados agentes de portaria. A medida, segundo o Sindvam, atinge mais de 4 mil trabalhadores da categoria.

    Por Yndira Assayag