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    Sou contra a volta da CPMF, diz Arthur Neto

    Arthur Netto
    Na oportunidade o prefeito de Manaus Arthur Neto, Secretario Municipal de Finanças Ulysses Tapajós e o Presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) Wilker Barreto (PHS) assinaram o convenio entre a PMM e a CMM, que vai disponibilizar recursos para as duas entidades administrativas. foto: Altemar Alcântara

    O prefeito Arthur Virgílio Neto afirmou que é totalmente contra a volta da Contribuição Provisória Sobre a Movimentação Financeira (CPMF), proposta na carta dos prefeitos - durante reunião com a presidente Dilma Roussef, em Brasília, na tarde de quarta-feira (21) - como opção para aumentar arrecadação do país. A declaração foi dada nesta sexta-feira (23), na cerimônia de reinauguração da sede da prefeitura, no bairro compensa, na Zona Oeste.

    “Não vou fazer militância, não escrever, não vou falar e não vou discursar junto aos outros prefeitos. Sou contra a CPMF. Sou contra a um imposto ruim e pior, injusto socialmente, porque tem a mesma alíquota para pobres e ricos. Não é como o imposto de renda que cobra aquilo que deve ser cobrado, ou seja, se você tem poder aquisitivo será cobrado, se não tem, não será cobrado. A CPMF cobra de todo mundo. Não compactuo com a carta dos prefeitos nesse ponto econômico”, ressaltou.

    Ainda conforme o prefeito de Manaus, a receptividade da presidente, que atualmente vive uma turbulência de criticas, por conta da atual situação financeira que o país atravessa, foi bastante tranquila e cordial.

    “Nenhum prefeito do Amazonas, com exceção o de Manaus, poderá honrar seus compromissos com a lei de responsabilidade fiscal em função da crise que o país atravessa, mas, preferi não entrar em detalhes sobrei isso, até porque tenho minhas convicções”, explicou.

    Recursos

    Arthur Neto destacou que, durante a reunião em Brasília, muitos prefeitos relataram à presidente, inclusive ele mesmo, sobre a necessidade do governo federal em disponibilizar mais recursos para as prefeituras e estados para   ser possível a geração de investimentos nas capitais e dessa forma, incentivar a criação de emprego e renda para a população.

    “Estimo que, como o país está, teremos entre 4 a 5 milhões de desempregados até o final de 2016. Precisamos trabalhar e reestruturarmos para que possamos vencer essa crise que deve ser o maior de todos os desafios dos prefeitos e suas capitais para os próximos anos”, pontuou o prefeito.

    Por Mairkon Castro