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    Terceira edição do ‘Polienal’ reúne escritores amazonenses nesta sexta-feira

    Max Caracol observa que é possível entrar no universo literário por fora do mercado das editoras - divulgação
    Max Caracol observaque é possível entrar no universo literário por fora do mercado das editoras - divulgação

    Um espaço para incentivar e debater sobre literatura, o ‘Polienal’ reúne, nesta sexta-feira (11), escritores amazonenses considerados independentes. O evento, aberto também ao público, será realizado das 18h até às 22h, no Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Manaus (Sinttel), na rua Alexandre Amorim, Centro.

    Ao contrário das edições anteriores – uma, inclusive, realizada durante o carnaval –, este ano o projeto tem três pautas: leitura de um manifesto com dois pocket shows de voz, violão e flauta; exibição de vídeos, trabalhos fotográficos, quadrinhos, ilustrações e apresentação teatral; e assembleia deliberativa.

    Segundo o escritor e editor da revista ‘Sirrose’, Max Caracol, um dos organizadores do evento, além da oportunidade ser aberta aos escritores, editores também podem se aproveitar do momento e dar oportunidades a novos talentos. “Às vezes as pessoas vêm atrás do livro pronto, mas até chegar ao livro acabado, tem muitas etapas. É uma maneira de mostrar desde a concepção de uma obra, passando pela produção e finalização”, diz Caracol.

    O autor frisa que, para manter a ideia de atividade alternativa, as publicações devem percorrer um caminho de economia solidária até chegar às mãos dos leitores. Conforme Max Caracol, os livros produzidos a baixo custo por selos independentes, que são vendidos a preços simbólicos e divulgados pelos próprios escritores, são o eixo principal a ser discutido no evento.

    “Não há uma distribuidora ou livraria. Esse evento é tanto para aqueles que já publicaram como aqueles que pretendem introduzir-se nesse meio. Mostrar que é possível entrar no mundo literário, por fora do mercado das editoras, viabilizar a relação entre autor, leitor e obra literária, de maneira direta”, explica.

    ‘Coleção de Rua’

    Um dos coordenadores do projeto “Coleção de Rua”, o escritor Rojefferson Moraes explica que o selo, iniciado em abril de 2012, tem como proposta mostrar aos autores que lançar o próprio livro com pouco recurso é possível. O selo, por meio do qual já foram editadas 21 obras, está entrando em uma nova fase, com a inclusão da revista independente ‘Sirrose’. Ambos os projetos realizam a ‘Polienal’.

    “Antes, os livros, fabricados em papel A4, custavam valores simbólicos de R$ 2 a R$ 3. Agora eles são mais trabalhados, porém a fabricação artesanal continua. Tirando a capa, que é confeccionada na gráfica, a impressão do miolo é feita em casa”, destaca Moraes.

    Por Cecília Siqueira