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    Órgãos de segurança não consultam envolvidos no transporte público de Manaus, o que favorece ação de criminosos

    Os usuários e profissionais que atuam na área e já vinham sofrendo com a crescente onda de assaltos e arrastões em vários pontos - foto: Fred Santana
    Os usuários e profissionais que atuam na área e já vinham sofrendo com a crescente onda de assaltos e arrastões em vários pontos - foto: Fred Santana

    O assassinato a facadas do motorista de ônibus Márcio Gama da Silva, 37, na última sexta-feira (1º), no terminal da linha 448, bairro Cidade de Deus, Zona Norte, foi o estopim para uma crise no transporte coletivo de Manaus. Os usuários e profissionais que atuam na área e já vinham sofrendo com a crescente onda de assaltos e arrastões em vários pontos do transporte coletivo da cidade passaram a temer por suas vidas.

    Atendendo ao apelo da categoria, uma reunião envolvendo representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP/AM), Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e Sindicato dos Rodoviários aconteceu na tarde de ontem, na sede do Comando-geral da Polícia Militar, para tratar do assunto.

    Enquanto o encontro acontecia a portas fechadas, diversos trabalhadores do setor aguardavam as novidades do lado de fora. Em conversa com os jornalistas, os profissionais que atuam no serviço diariamente explicaram que várias medidas simples poderiam ser adotadas para evitar assaltos no sistema público de transporte. Uma das principais queixas da categoria foi justamente a falta de diálogo das autoridades.

    O ex-motorista das empresas Eucatur, Vitória Régia e União Cascavel, Luís Andrade, que estava presente em solidariedade aos colegas, deu um exemplo: “Alguns motoristas mais experientes sabem quando existem situações de risco. Alguns fazem sinais luminosos para viaturas da Rocam ou da PM, mas eles não entendem os sinais e não agem. Uma simples combinação entre as categorias poderia auxiliar nesses casos”.

    Uma outra reclamação diz respeito à má utilização das câmeras de segurança presentes nos ônibus. De acordo com um grupo de trabalhadores que preferiu não se identificar, não há conexão entre os aparelhos e o Centro Integrado de Operações (Ciops), da Secretaria de Segurança Pública. As gravações são destinadas apenas às empresas do transporte coletivo.

    “Se as câmeras vigiassem os coletivos em tempo real, a ação da polícia poderia ser imediata, além da identificação dos bandidos. Isso inibiria a ação dos bandidos”, afirmou um deles.

    O subsecretário executivo da SSP, Orlando Amaral, afirmou à reportagem de EM TEMPO que a reivindicação da categoria sobre as câmeras não foi abordada durante a reunião.

    Por Fred Santana